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PSICOLOGIA COMPORTAMENTAL

Inquietudes e estilo de vida

As inquietudes e doenças que nos afligem estão sempre relacionadas com aquilo que somos, com o nosso estilo de vida e com a capacidade ou não de realizarmos a nos próprios.

 

Somos como uma fruta que amadurece e ao amadurecer, quando aflora um mal-estar serve para sinalizar que existe um obstáculo no caminho.

A via do bem-estar depende somente da nossa criatividade, da capacidade de dar espaço aos sonhos e seguir o nosso caminho.

Violência psicológica

Com o regresso às aulas é importante que os pais e educadores estejam atentos a sinais de bulllying.

O bullying é um comportamento intencionalmente agressivo e humilhante, que ocorre repetidamente e que pode incluir ameaçar, espalhar boatos, atacar alguém fisicamente (bater, arranhar, cuspir, roubar ou partir objectos) ou verbalmente (chamar nomes, provocar, dizer às outras crianças para não serem amigas de uma delas, fazer troça) ou excluir alguém do grupo propositadamente.

 

Sinais observados com maior frequência nas vítimas de bullying:

• O estudante prefere ficar trancado no quarto a sair com os amigos
• Ele raramente é convidado para uma festa da escola
• Seu desempenho escolar apresenta piora
• Pede ao pais que o troquem de escola sem uma razão convincente
• Antes de ir à escola, transpira muito e tem dores de barriga ou de cabeça
• Ele manifesta o desejo de mudar algo em sua aparência

 

Encoraje o seu filho a expressar os seus sentimentos, a dizer “não” quando se sente desconfortável ou pressionado, a não reagir com violência, mas a abandonar as situações em que se sinta em perigo e a pedir ajuda.

 

Alguma ansiedade no início do ano escolar é normal e passa após os primeiros dias ou semanas. No entanto, se o seu filho continua ansioso ou triste, procure ajuda profissional. A criança tem que estar alegre e bem disposta para crescer saudável física e psicologicamente.

Bullying e saúde psicológica

Com o regresso às aulas é importante que os pais e educadores estejam atentos a sinais de bulllying .

O bullying é um comportamento intencionalmente agressivo e humilhante, que ocorre repetidamente e que pode incluir ameaçar, espalhar boatos, atacar alguém fisicamente (bater, arranhar, cuspir, roubar ou partir objectos) ou verbalmente (chamar nomes, provocar, dizer às outras crianças para não serem amigas de uma delas, fazer troça) ou excluir alguém do grupo propositadamente.

 

Sinais observados com maior frequência nas vítimas de bullying:

• O estudante prefere ficar trancado no quarto a sair com os amigos
• Ele raramente é convidado para uma festa da escola
• Seu desempenho escolar apresenta piora
• Pede ao pais que o troquem de escola sem uma razão convincente
• Antes de ir à escola, transpira muito e tem dores de barriga ou de cabeça
• Ele manifesta o desejo de mudar algo em sua aparência

 

Encoraje o seu filho a expressar os seus sentimentos, a dizer “não” quando se sente desconfortável ou pressionado, a não reagir com violência, mas a abandonar as situações em que se sinta em perigo e a pedir ajuda.

 

Alguma ansiedade no início do ano escolar é normal e passa após os primeiros dias ou semanas. No entanto, se o seu filho continua ansioso ou triste, procure ajuda profissional. A criança tem que estar alegre e bem disposta para crescer saudável física e psicologicamente.

COMPORTAMENTOS INDUZIDOS

 

O papel das mães na educação

 

O papel da mãe é quase sempre mais forte na educação dos filhos. É ela que define o vínculo de carinho e afeto com a criança que, com passar do tempo, irá sair de seus braços e seguir no mundo sabendo que tem uma mãe que a ama. Ela terá sempre a referência do amor incondicional dela, mas de forma saudável, pois amadureceu de forma inteligente.

 

Ser mãe não é fácil, ser filha ainda menos, e há maus momentos entre todas as mães e filhas, tal como há em todos os casamentos. Há mães esporadicamente difíceis (todas). E também há as mães consistentemente difíceis. A filha de uma Mãe Difícil tem sempre a esperança de que as coisas mudem. Com uma mãe narcisista, isto nunca acontece. A narrativa dela rejeita a mudança, o tempo, e os outros.

A narcisista é um dos ‘tipos’ de mãe difícil. Uma mãe difícil é mais do que uma pessoa com quem temos problemas de vez em quando. Uma mãe difícil põe a filha perante um grave dilema: ou desenvolve mecanismos complexos e autocastradores para manter a relação com a mãe, com grandes custos para a filha em termos de autoestima, relação e valores, ou arrisca-se a sofrer humilhações, desaprovação e rejeição.

 

Algumas mães podem ser tóxicas.

 

As mães tóxicas oferecem um amor imaturo aos seus filhos. Projetam sobre eles suas inseguranças para se reafirmar e, assim, obter um maior controle sobre suas vidas e a de seus filhos.

 

Por mais que pareça estranho, por trás do comportamento de uma mãe tóxica está o amor. Agora, todos sabemos que quando se fala de amor, há dois lados da mesma moeda: uma dimensão capaz de promover o crescimento pessoal do indivíduo, seja a nível de parceria ou a nível familiar, e um outro lado, mais tóxico, onde um amor egoísta e interessado é exercido, por vezes de forma sufocante, que pode ser completamente destrutivo.

 

Para lidar com uma mãe tóxica é preciso estar consciente para quebrar o ciclo de toxicidade.

 

Viver para ser feliz, exige dizer “não”, colocar suas necessidades em voz alta e aumentar suas próprias barreiras, aquelas que ninguém poderá ultrapassar.

 

Agradecemos às boas mães, pelo milagre da vida, pelo amor incondicional, pelo esforço, pelo cuidado, pelo carinho e proteção.

As Emoções

A psicologia diz que o ser humano traz ao nascer algumas emoções básicas como o medo, a tristeza, a raiva e a alegria. Todas elas têm uma função importante em nossas vidas, principalmente no que diz respeito à sobrevivência da espécie. O estudo das emoções tem sido um assunto apaixonante e envolvente, apresenta diversas reflexões, que apontam a emoção numa interação relacional humana, ou seja, das emoções como processo adaptativo da pessoa ao ambiente, bem como um processo adaptativo do homem aos contextos dinâmicos sociais. As emoções foram ignoradas por muito tempo até mesmo por filósofos e pesquisadores das ciências em detrimento da razão ou do pensamento lógico. Elas eram consideradas processos menos importantes, primitivos e até mesmo indicadores patológicos.

Definições de Emoção

A emoção pode ser entendida como uma experiência subjetiva que envolve a pessoa na sua totalidade, a mente e o corpo. É uma reação complexa desencadeada por um estímulo ou pensamento e envolve reações orgânicas e sensações pessoais. É uma resposta que envolve diferentes componentes, nomeadamente uma reação observável, uma excitação fisiológica, uma interpretação cognitiva e uma experiência subjetiva (2001).

Por seu lado, Goleman disse: quanto a mim, interpreto emoção como referindo-se a um sentimento e aos raciocínios aí derivados, estados psicológicos e biológicos, e o leque de propensões para a ação. Há centenas de emoções, incluindo respectivas combinações, variações, mutações e tonalidades (1997).

Uma definição de emoção, numa simplificação do processo neurobiológico, conforme Damásio diz que consiste numa variação psíquica e física, desencadeada por um estímulo, subjetivamente experimentada e automática e que coloca num estado de resposta ao estímulo, ou seja, as emoções são um meio natural de avaliar o ambiente que nos rodeia e de reagir de forma adaptativa (2000).


Tipos de emoções

Uma emoção é a forma como a pessoa reage a uma determinada situação e, manifesta-se chorando, rindo, tremendo, corando ou até mesmo através do desmaio, por exemplo. As emoções humanas podem ser positivas ou negativas de acordo com a situação e são inatas ou são aprendidas através do convívio com outras pessoas.

 

No entanto, embora, as emoções sejam uma forma de expressar os sentimentos de modo espontâneo, também podem ser simuladas ou forçadas e só os seres humanos tem a capacidade de controlar as emoções.

 

Além disso, os indivíduos expressam emoções diferentes perante as mesmas situações, porque as emoções estão relacionadas com o temperamento, personalidade e motivação de cada um individuo.

 

Emoções Primárias

As emoções primárias são emoções que estão presentes em todas as culturas e, por isso, são universais e, estão relacionadas com o instinto de sobrevivência, como o medo, tristeza, felicidade ou surpresa.

 

Emoções Secundárias

As emoções secundárias são emoções resultantes da combinação entre emoções primarias, e situações do meio ambiente, e que derivam do convívio em sociedade, como a vergonha, a ansiedade, a cupa, o orgulho ou o ciume.

 

Emoções positivas

As emoções positivas incluem a felicidade, o amor, a gratidão, a satisfação e a alegria, por exemplo e trazem bem-estar, sucesso na escola e no trabalho, melhores relacionamentos sociais e saúde mental e física.

 

Emoções negativas

As emoções negativas como o medo, raiva e desgosto, levam a comportamentos focados em evitar ou enfrentar a ameaça.

 

Consequências das emoções

As diferentes emoções são provocadas por situações externas e algumas reações que manifestam as emoções incluem:

 

  • Dor de barriga;

  • Chorar ou rir;

  • Tremer, principalmente as pernas;

  • Corar;

  • Perder a voz;

  • Sentir a respiração ou o coração acelerado.

 

Perante a emoção e o comportamento que a pessoa tem, é importante a pessoa aprender a lidar com a reação, especialmente quando esta é negativa. Saiba como em: 4 passos para controlar as emoções negativas.



 

Segundo António Damásio distinguimos três tipos de emoções


 - Emoções primárias/ iniciais/ universais:

surgem durante a infância, sendo úteis para uma reacção rápida quando emergem determinados estímulos do meio. Envolvem um elevado fluxo de energia e podem existir sem termos consciência delas, caso sejam inatas. Além disso, reflectem directamente as mudanças dos estados de espírito. É neste tipo de emoções que se enquadra o medo, a alegria, a tristeza, a raiva, a surpresa e a aversão. 

 

- Emoções secundárias/ sociais/ adultas:

experimentadas mais tarde, dependem de uma aprendizagem e, portanto, de interacções sociais. Implicam uma avaliação cognitiva das situações, envolvendo, por isso, as áreas do córtex pré-frontal. Temos como exemplos a vergonha, o ciúme, a culpa e o orgulho.

 

- Emoções de fundo:

causadas, por exemplo, por um esforço físico intenso, pelo remoer de uma decisão complicada de tomar ou pela ansiedade em relação a um acontecimento agradável/desagradável que nos espera. Temos como exemplos o bem-estar, o mal-estar, a calma ou a tensão.

A Psicologia é o ramo da ciência responsável por estudar e analisar o comportamento humano: suas emoções, valores, atitudes e ideais. Ela tem o objetivo de desenvolver estratégias que propiciem o desenvolvimento pessoal ou social do indivíduo, PERMITINDO que o mesmo possa se autoconhecer e interagir com o ambiente ou com os demais membros da sociedade de forma sadia. É comum a maioria das pessoas confundirem a função do psicólogo com a do psiquiatra, por isso precisamos entender bem a diferença entre dois profissionais.

Enquanto o psicólogo dedica-se a observação, análise e estudo de teorias (comportamentais, sistêmicas, cognitivas e outras) que motivam ou influenciam determinado comportamento ou atitude humana, o psiquiatra cursa medicina e especializa-se no diagnóstico biológico do adoecimento. Outra importante diferença é que o psicólogo aplica técnicas que permitam ao indivíduo combater comportamentos e ações considerados inadequados ou indesejados. O psiquiatra por sua vez, após ter diagnosticado o problema, realiza diretamente a intervenção de medicamentos.

PSICOLOGIA, A CIÊNCIA DO COMPORTAMENTO HUMANO

OS 8 TIPOS DE PERSONALIDADE SEGUNDO Carl Jung

A teoria da personalidade de Jung

 

Para Carl Jung existem quatro funções psicológicas básicas: pensar, sentir, intuir e perceber. Em cada pessoa, uma ou várias desta funções têm uma ênfase particular. Por exemplo, quando alguém é impulsivo, segundo Jung, deve-se ao fato de predominarem as funções de intuir e perceber, antes das de sentir e pensar.

 

A partir das quatro funções básicas, Jung postula que se formam dois grandes tipos de caráter: o introvertido e o extrovertido. Cada um deles tem traços específicos, que os diferenciam um do outro.

Se quisermos entender a história da psicologia, Carl Gustav Jung é, sem dúvida, um dos nomes que devemos ter em conta. As suas teorias têm sido tanto fonte de controvérsia quanto de inspiração. Não é a toa que ele é o fundador de uma escola do campo psicanalítico, a escola de psicologia analítica, também denominada psicologia dos complexos e psicologia profunda.

Durante muito tempo, Jung foi discípulo de Freud. No entanto, afastou-se dele principalmente porque não estava de acordo com a sua teoria da sexualidade. Mesmo assim, Jung postulou a existência de um “inconsciente coletivo“, que antecedia o inconsciente individual.

 

Jung foi um intelectual inquieto, que bebeu de várias fontes. Além da neurologia e da psicanálise, as teorias de Jung receberam influência da mitologia, e até mesmo da religião e da parapsicologia. Uma das suas grandes paixões foi a arqueologia, e é provavelmente dessa tendência que emerge a construção da teoria dos arquétipos, ou símbolos universais que estão presentes no inconsciente humano.

Caráter do tipo extrovertido

O tipo extrovertido caracteriza-se por:

  • O seu interesse foca-se primeiramente na realidade exterior, e só depois se foca no mundo interior.

  • As decisões são tomadas pensando no seu efeito na realidade exterior, em vez de pensar na sua própria existência.

  • As ações são realizadas em função do que os outros possam pensar sobre delas.

  • A ética e a moral são construídas de acordo com o que predomina no mundo. 

  • São pessoas que se encaixam em quase qualquer ambiente, mas têm dificuldade em realmente se adaptar.

  • São sugestionáveis, influenciáveis e tendem a imitar os demais.

  • Precisam que reparem neles e que sejam reconhecidos pelos outros. 

Caráter do tipo introvertido

Por outro lado, o tipo introvertido tem as seguintes características:

  • Sente interesse por si mesmo, pelos seus sentimentos e pensamentos.

  • Orienta o seu comportamento de acordo com o que sente e pensa, mesmo que isso vá contra a realidade exterior.

  • Não se preocupa muito com o efeito que as suas ações possam causar ao seu redor. Preocupa-se sobretudo com que as ações o satisfaçam interiormente.

  • Tem dificuldades em se encaixar e adaptar aos diferentes ambientes. No entanto, se conseguirem se adaptar, farão isso de forma verdadeira e criativa.

DIFERENTES TIPOS DE PERSONALIDADE

 

A partir das funções psicológicas básicas e dos tipos de caráter fundamentais, Jung assinala que se formam oito tipos de personalidade bem diferenciadas. Todas as pessoas pertencem a um ou a outro tipo. São estas:

 

Reflexivo extrovertido

A personalidade reflexiva extrovertida corresponde aos indivíduos cerebrais e objetivos, que atuam quase exclusivamente na base da razão. Só dão como certo aquilo que se comprove com as devidas provas. São pouco sensíveis e podem ser até mesmo prepotentes e manipuladores com os outros.

 

Reflexivo introvertido 

O reflexivo introvertido é uma pessoa com grande atividade intelectual, que, no entanto, tem dificuldade para se relacionar com os outros. Normalmente é uma pessoa teimosa e determinada em alcançar os seus objetivos. Por vezes é visto como um inadaptado, inofensivo e ao mesmo tempo interessante.

 

Sentimental extrovertido

As pessoas com grande habilidade para entender os outros e para estabelecer relações sociais são os sentimentais extrovertidos. No entanto, é muito difícil para eles se afastar do seu grupo e sofrem quando são ignorados. Têm muita facilidade de comunicação.

 

Sentimental introvertido

A personalidade sentimental introvertida corresponde a pessoas solitárias e com grande dificuldade para estabelecer relações com os outros. Pode ser pouco sociável e melancólico. Faz todo o possível para passar despercebido e gosta de permanecer em silêncio. Contudo, é muito sensível às necessidades dos outros.

Perceptivo extrovertido

Os indivíduos perceptivos extrovertidos têm uma fraqueza especial por objetos, ao ponto de lhes atribuir qualidades mágicas, ainda que façam isso de modo inconsciente. Não são apaixonados pelas ideias, a não ser que ganhem uma forma concreta. Procuram o prazer acima de tudo.

 

Perceptivo introvertido

É um tipo de personalidade muito própria de músicos e artistas. As pessoas perceptivas introvertidas colocam uma ênfase especial nas experiências sensoriais: dão muito valor à cor, à forma, à textura…  O mundo deles é o mundo da forma, como fonte de experiências interiores.

 

Intuitivo extrovertido

Corresponde ao típico aventureiro. As pessoas intuitivas extrovertidas são muito ativas e inquietas. Elas precisam de vários estímulos diferentes.  São determinadas a alcançar objetivos, e uma vez que conseguem, passam para o próximo e esquecem o anterior. Elas não ligam muito para o bem-estar daqueles que as rodeiam.

 

Intuitivo introvertido

São extremamente sensíveis aos estímulos mais sutis. A personalidade intuitiva introvertida corresponde ao tipo de pessoas que quase “adivinham” o que os outros pensam, sentem ou se dispõem a fazer. São criativas, sonhadoras e idealistas. É difícil para elas “colocar os pés no chão”.

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