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Inteliência e Reeducação Emocional

PORQUÊ A INTELIGÊNCIA EMOCIONAL

 

O que é a Inteligência Emocional?

A Inteligência Emocional, é a capacidade de reconhecer e gerir as nossas emoções, saber nos motivarmos, reconhecer emoções nos outros e gerir os nossos relacionamentos pessoais.

 

Características da Inteligência Emocional

 

Embora vários especialistas tenham alguns conceitos diferentes para caracterizar e categorizar a Inteligência Emocional, podemos adotar a definição da Daniel Goleman, que era um escritor do New York Times e psicólogo, sendo ele a pessoa que impulsionou a Inteligência Emocional. Escreveu o seu primeiro livro em 1995 sobre a Inteligência Emocional, tornando-se um best-seller mundial. O livro “Emotional Intelligence” foi traduzido em cerca de 30 línguas e vendido em 50 países.

 

A Inteligência Emocional pode ser dividida em 5 categorias:

 

1. Auto-consciência: A capacidade de reconhecer as nossas emoções, saber o que é que estamos a sentir e porque é que estamos a sentir. Desta forma somos capazes de não deixar que as emoções nos governem. Uma elevada auto-consciência também nos permite conhecer os nossos pontos fortes e pontos fracos.

 

2. Auto-controlo: A capacidade de gerir as nossas emoções, controlar os nossos impulsos. Esta capacidade permite-nos controlar o stress e tomar melhores decisões.

 

3. Auto-motivação: A capacidade de nos motivarmos, de utilizar as nossas emoções para atingir um objectivo. Permite-nos adiar a satisfação a curto prazo para alcançarmos objetivos a longo prazo, aumentando a nossa produtividade. Os problemas tornam-se desafios e os desafios fazem-nos crescer.

 

4. Reconhecer emoções nos outros: A capacidade de identificar e perceber as emoções e necessidades das pessoas à nossa volta. Desta forma conseguimos ganhar mais empatia e conseguimos melhorar a nossa comunicação.

 

5. Relacionamentos pessoais: A capacidade de nos relacionarmos e de gerir as emoções das outras pessoas. Somos seres sociais e os relacionamentos fazem parte da nossa vida. Se nos soubermos relacionar melhor, vamos sentir-nos melhor, melhorar o ambiente à nossa volta e chegar mais longe.

 

 

Em que áreas a Inteligência Emocional nos afeta?

 

Todas as nossas decisões são tomadas primeiro de forma emocional e só depois de forma racional. Mesmo as decisões que pensamos ser puramente racionais, têm uma parte emocional. E se existir uma carga elevada emocional no evento que estiver a acontecer, a nossa parte racional decresce tanto quanto a emoção sobe.

 

Algumas áreas da nossa vida que a Inteligência Emocional nos afeta:

No trabalho: Uma elevada Inteligência Emocional permite-nos continuar motivados no trabalho, ultrapassar os desafios que surgem, liderar e motivar outros e sermos premiados. Todos os grandes líderes possuem uma elevada Inteligência Emocional. Vários estudos demonstram que o QI representa apenas uma pequena fatia na performance dos colaboradores e dos líderes, com valores entre 10-25%. A verdadeira diferença encontra-se no QE (Quoeficiente Emocional). Adicionalmente, cada vez mais as empresas apostam nas soft skills no recrutamento.

Na saúde física: Se não formos capazes de gerir as nossas emoções e o nosso stress, a longo prazo iremos sentir os seus efeitos no nosso corpo. Demasiado stress aumenta a pressão sanguínea, diminui o sistema imunitário, aumenta o risco de ataques cardíacos e contribui vários problemas de saúde.

 

Na saúde mental: Sem uma boa gestão emocional, tornamos-nos escravos das nossas emoções e dos nossos pensamentos. Ficamos mais vulneráveis, ansiosos, deprimidos e com oscilações de humor. Vários estudos mostram o impacto das emoções negativas na nossa saúde física e mental, tal como o fato de nos afetar o hipocampo, que é a parte do cérebro responsável pela memória. Motivo pelo qual as pessoas com elevado stress tendem a ter problemas de memória.

 

Nos relacionamentos: Ao sabermos reconhecer e gerir as nossas emoções, vamos conseguir expressar-nos melhor. Reconhecendo as emoções nos outros, conseguimos identificar como as outras pessoas se estão a sentir, melhorando a nossa comunicação e com isso, as nossas relações.

VANTAGENS DA INTELIGÊNCIA EMOCIONAL

A Inteligência Emocional trabalha directamente o nosso cérebro emocional, que influencia os nossos pensamentos, influenciando o nosso comportamento, as nossas acções e consequentemente os nossos resultados. Com isto queremos indicar que trabalhando a nossa Inteligência Emocional, melhoramos todas as áreas da nossa vida.

 

Vantagens no Recrutamento

Num artigo do Jornal i datado de 25/07/2012, tal como surge logo na manchete “Empresas. Inteligência emocional é a nova ordem no recrutamento”, é abordada a importância da inteligência emocional no recrutamento. A Microsoft que é uma das organizações mais admiradas no mundo e opera em Portugal há quase 30 anos revelou ao Jornal “i” como seleciona os seus candidatos e as aptidões que devem ter para trabalhar numa multinacional. Patrícia Fernandes, Diretora de Relações Públicas da Microsoft Portugal refere que embora não exista um perfil ideal, existe um conjunto de características de base no que diz respeito à capacidade de evolução, adaptação à mudança e resiliência que são a base de todos os perfis e que são menos voláteis quanto a ficar desactualizados. Diz ainda que a Microsoft valoriza a experiência e referências demonstradas, mas também elege como factores distintivos as competências sociais dos seus candidatos, sobretudo ao nível da inteligência emocional.


Nesse mesmo artigo, Maria João Quelhas, consultora da Michael Page diz ainda que “As competências pessoais são cada vez mais importantes: a capacidade de conseguir empatia, o espírito de sacrifício e de iniciativa e a pro-actividade são fundamentais para conseguir integrar um novo projeto.”

 

Vantagens nas Equipas

Quando os colaboradores e líderes individualmente aumentam a sua inteligência emocional, o grupo de pessoas que trabalha como equipa ganha uma inteligência emocional colectiva. A inteligência emocional colectiva (ou de equipa) é o estilo do grupo em relacionar-se uns com os outros, fazer decisões e responder a outros grupos na organização. Este conceito foi introduzido inicialmente na Harvard Business Review. Os membros de equipas emocionalmente inteligentes respondem construtivamente a situações desconfortáveis, influenciam-se uns aos outros de forma positiva, atingem melhores resultados e experienciam maior satisfação em trabalhar uns com os outros. A gestão emocional da equipa é a capacidade que os membros da equipa têm em utilizar a sua consciência olhando para as emoções do grupo como um todo de forma a serem flexíveis e assertivos numa direcção positiva. As equipas que se conseguem gerir desta forma são muito mais produtivas que aquelas que não conseguem.

 

Neil M. Ashkanasy, “The Case for Emotional Intelligence in Workgroups,” symposium presentation at the annual conference of the Society for Industrial and Organizational Psychology, San Diego, Calif., April 11, 2001.

 

Vantagens nos Relacionamentos Profissionais

Travis Bradberry é um escritor, especialista e referência mundial em inteligência emocional. Ele conduz inúmeros estudos que visam analisar o impacto desta competência na nossa vida pessoal e profissional. No seu livro “Emotional Intelligence Quickbook”, indica que mais de 70% das pessoas que testaram mostraram ter dificuldade em gerir o stress e gerir situações mais desafiantes no local de trabalho. Estas pessoas ou evitam passivamente os problemas fazendo-os prolongar ou confrontam os problemas tão agressivamente que estes aumentam de proporção de forma desastrosa.


Travis diz também que apenas 15% dos trabalhadores inquiridos é que se sentem respeitados e valorizados pelo seu empregador. Quatro em cada cinco colaboradores diz ainda que era provável que deixassem o seu emprego se lhes fosse oferecido uma posição com uma remuneração semelhante ao que têm atualmente.

 

Os colaboradores querem mais do que um ordenado ao fim do mês. Querem ser reconhecidos pelo seu trabalho e valorizados pelos seus esforços. Se as empresas e os seus líderes apostarem no desenvolvimento da sua própria inteligência emocional, todos vão beneficiar.

 

Vantagens na Gestão do Stress

Num artigo da Revista Human Resources a 30/03/2015 sobre o stress, é mencionado um estudo elaborado pela MetLife Employee Benefits que revela que quase 40% das pessoas que abandonaram o emprego no último ano, fizeram-no devido ao stress no trabalho. De acordo com esta pesquisa, 47% dos funcionários inquiridos consideraram o seu trabalho stressante num dia normal. Quase metade (48%) dos profissionais também sentiram o nível de stress aumentar no último ano. Esta investigação, que contou com a participação de mais de mil trabalhadores a tempo inteiro, mostra que 49% dos inquiridos apontam as falhas dos colegas no desempenho das suas tarefas como a principal causa para o aumento do stress no trabalho. A pressão para aumentar as vendas e as metas de desempenho e a falta de pessoal são também citadas, por 45% dos funcionários, como principais motivos de stress.

 

Alguns estudos mostram uma ligação importante entre a inteligência emocional e a susceptibilidade de contrair doenças. O stress, ansiedade e depressão suprimem o sistema imunitário, criando uma vulnerabilidade às doenças, desde da constipação até ao próprio cancro. No entanto a força do nosso sistema imunitário está ligado ao nosso estado emocional via neuropeptídeos, que são químicos complexos que agem como mensageiros entre o corpo e a mente.

Shankar Vedantam, “Stress Found to Weaken Resistance to Illness,” The Washington Post, 22 Dezembro 2003.

 

Vantagens no Aumento de Produtividade

Os psicólogos organizacionais Dr. Cary Cherniss e Dr. Robert Caplan revelaram que o ensino de competências de consciência emocional a consultores financeiros da American Express Financial Advisors resultou num aumento das receitas por consultor.


Os consultores dessa empresa aprenderam a identificar as suas próprias reações emocionais em situações de desafio e ficaram mais conscientes das conversas interiores improdutivas que originavam insegurança e vergonha. Essa consciência emocional permitiu-lhes utilizar estratégias para lidar com os problemas e eles puderam assim ser mais eficazes no trabalho, gerando mais rendimentos para eles próprios e, presumivelmente, aconselhando melhor os clientes.

 

Cary Cherniss e Daniel Goleman, The Emotionally Intelligent Workplace: How to Select for, Measure, and Improve Emotional Intelligence in Individuals, Groups, and Organizations (Hoboken, NJ:Jossey-Bass,2001).

 

Vantagens na Liderança

Num estudo massivo, 150 cientistas sociais examinaram a relação entre a cultura organizacional e a liderança organizacional. Estudaram 61 culturas representativas das maiores regiões do mundo. Os resultados iniciais do estudo foi que a inteligência emocional transcende cultura, nações e política. Os líderes eficazes têm maior QE do que os líderes médios ou fracos. Num estudo específico, as competências emocionais representavam 48% do que diferenciava os líderes de grande performance dos líderes de fraca performance. Noutras palavras, quase metade das competências necessárias para um bom líder são emocionais e sociais. Neste estudo em concreto, estas foram as competências responsáveis pelo sucesso: autoconfiança, relações interpessoais e optimismo.

The GLOBE Project (Stein and Book, The EQ Edge).

 

Vantagens na Escola

Keefer, Parker e Wood (2012), recorrendo a uma amostra de 1015 estudantes descobriram que o motivo dos alunos que não se graduaram após 6 anos de darem entrada no curso, deveu-se a uma baixa inteligência emocional nos domínios das relações interpessoais e da gestão do stress. Parker e os seus colegas (Parker, Hogan, Eastabrook, Oke, & Wood, 2005), utilizando amostras combinadas descobriram que os estudantes que não abandonaram o curso do primeiro para o segundo ano, tinham uma inteligência emocional mais desenvolvida que aqueles que abandonaram o curso.

 

Vantagens nos Relacionamentos Pessoais

Nós somos seres sociais, foi assim que evoluímos desde nos nossos antepassados caçadores-recolectores até os dias de hoje. Não somos nenhuma ilha, vivemos rodeado de pessoas, amigos, familiares, parceiros amorosos, e devemos fomentar essas relações. Não só pelo óbvio facto que precisamos de relações para comunicar e conseguir alcançar aquilo que queremos, mas também porque a qualidade dos nossos relacionamentos está diretamente relacionada à nossa felicidade e também à nossa saúde. Não trabalharmos os nossos relacionamentos levam-nos à solidão, ao isolamento social e isso tem consequências desastrosas. Estudos feitos por mais de duas décadas envolvendo mais de 37.000 mostraram que a isolação social, aquele sentimento que não temos ninguém com que possamos desabafar e partilhar os nossos sentimentos, duplicava a hipótese de doença ou morte.

 

Medical risk of social isolation: James House et al., “Social Relationships and Health,” ScienceQuly 29,1988).

fácil.

Reeducação emocional: aprenda a controlar-se e tenha uma relação saudável

Amar os defeitos do outro é uma aprendizagem que necessita de tempo, tolerância, inteligência e investimento. Mas vale a pena - e torna a vida mais interessante e estimulante.

 

Para ter um relacionamento saudável: em vez de escolher o clima de guerra permanente e iniciar mais uma briga, tente entender os defeitos do seu parceiro:

 

Nem sempre estamos dispostos a conversar e acabamos por comprar brigas desnecessárias. Como casamento e namoro são frágeis, devemos ser mais comedidos na forma como expomos os nossos pontos de vista. Não dê por garantido conquistas passadas. Partilhar a vida com alguém obriga a investir permanentemente na relação, a fazer sedências, colocar-se na posição do outro, tentar compreender o seu ponto de vista em vez de por e simplesmente querer impor o nosso. Coloque-se mais vezes na posição do outro, antes de iniciar uma nova guerra.

Muitas iras e divórcios tolos podem ser evitados com a reeducação emocional. “Ninguém briga por grandes causas; os desentendimentos ocorrem por banalidades, como se indispor a levar o lixo, esquecer um pedido. Não é a ação que conduz à discussão, e sim a postura, uma frase torta, ríspida, que feriu o orgulho”.

Uma das coisas que a mulher e o homem procuram é alguém que entenda os seus defeitos. “É cómodo e previsível aceitar as virtudes da nossa cara metade; o difícil é acolher as manias e tiques sem censura e repreensão”. O somatório das "posições irrevogáveis" vão modelando o temperamento.

 

Como controlar-se, reeducar suas emoções e ter um relacionamento feliz? Confira:

 

· Amor significa conhecer as fraquezas daquele que nos acompanha e não usar a nosso favor no momento de discutir.

 

· Não diga: “Não quero que falem mal de si”. Deixe que os demais falem mal, trate de falar bem para compensar.

· Não tente convencer seu parceiro de que sua opinião é superior, que seu estilo de vida é o adequado, porém ofereça uma forma diferente de pensar os problemas, em vez de querer fazer prevalecer o seu ponto de vista.

· “Não nos apaixonamos por quem é igual a nós”. Deixe para trás os preconceitos. Seja compreensivo e tolerante. Assuma as suas fraquezas. Não se esgote a medir ou disputar a força do seu parceiro.

· Aquilo que parece desagradável pode ser bom. Basta inverter a perspectiva com que olhamos a coisa e descobrir uma nova forma de respirar dentro da relação. Cultive o silêncio, a boa disposição, o elogio e o afecto. Descubra como é extraordinário o poder do seu sorriso, ou da palavra "desculpa" do seu dia a dia.

 

· O que mantém firme uma relação é o talento de tornar o outro sempre importante. Em vez de dizer que ele fala mal da vida, diga que ele é exigente. Em vez de dizer que ele é tolo, diga que é ingénuo. Em vez de dizer que ele te irrita, diga que ele gosta de uma boa polémica. Em vez de dizer que ele é um cabeça de alho choxo, diga que é distraído.

 

· Escute o seu parceiro com a atenção de um apaixonado. Ouvir é bem mais comovente do que adivinhar. Existe o costume de mostrar que compreende o próximo projetando suas atitudes negativas. Expectativa pessimista soa a rejeição e influencia o curso dos acontecimentos. Antecipar o que o outro pensa só motiva a crise. Evite-se o que provoca agitação.


Como treinar Inteligência Emocional nas organizações?

Em um mercado cada vez mais competitivo, as empresas precisam praticamente se desdobrar para atrair e reter talentos, não é mesmo? Afinal de contas, para assegurar bons resultados é necessário construir equipes de alta performance. E a verdade é que profissionais com vasto conhecimento técnico e experiência são muito disputados, mas somente se apresentarem também outras habilidades e competências comportamentais.

Saber lidar com os conflitos e pressões do dia a dia e estabelecer relações saudáveis tanto com colegas, como com superiores e subordinados são características que fazem toda a diferença na busca pelo sucesso. E é por essas e outras que as organizações estão cada vez mais à procura de colaboradores que também tenham um bom nível de Inteligência Emocional.

Mas por que e como treinar seus funcionários para desenvolvê-la?

A teoria

 

A Inteligência Emocional (IE) no mundo corporativo é, essencialmente, o uso inteligente e equilibrado das emoções, de forma produtiva e em prol de um objetivo maior. Profissionais emocionalmente inteligentes costumam ser mais motivados, confiantes e determinados. Com esse perfil, não se abalam facilmente, são mais flexíveis e adaptáveis. Além disso, esse tipo de profissional consegue trabalhar muito bem em equipe, compartilha ideias e conhecimentos, ajuda e incentiva os pares, além de reconhecer suas limitações e fraquezas.

Por isso, treinar e desenvolver a Inteligência Emocional das equipes deve ser uma tarefa de todos os gestores, independentemente da área em que atuam. Se seu time pode, com essas competências, ser mais produtivo, engajado e criativo, com seus membros se completando, somando esforços e encarando novos desafios com motivação, por que desperdiçar essa chance?

Vale ressaltar que, conceitualmente, a IE possui 5 componentes principais:

  1. Autopercepção: capacidade de conhecer a si próprio, seus comportamentos e relacionamentos;

  2. Autocontrole: capacidade de administrar suas próprias emoções, seu estado de espírito e humor;

  3. Automotivação: capacidade de motivar a si mesmo e agir conscientemente para atingir seus objetivos;

  4. Empatia: habilidade de comunicação interpessoal, compreendendo o comportamento e as razões dos demais;

  5. Práticas sociais: capacidade de relacionamento interpessoal e trabalho em equipe.

 

A prática

Há uma série de treinamentos e práticas dedicados ao desenvolvimento de competências e de habilidades comportamentais no ambiente corporativo, sendo que muitos são mais que bem-vindos para o desenvolvimento da Inteligência Emocional. Focar em trabalhar persuasão, negociação, comunicação interpessoal, atitude positiva, flexibilidade e inovação já é um belo começo. Quer saber como? Dê só uma olhadinha:

Feedback

O feedback é uma importante ferramenta para gerenciar e desenvolver pessoas em todas as esferas da organização. Por isso, os gestores devem esclarecer se os colaboradores estão atendendo às expectativas da empresa, quais são seus pontos fortes e o que deve ser melhorado. Dessa forma, alguns pilares — como a autopercepção, o autocontrole e a automotivação — são trabalhados. Conversas claras e francas facilitam o relacionamento entre gestores e subordinados, criam confiança e produzem um ambiente de trabalho mais amistoso e agradável.

Team building

 

O objetivo do team building é estreitar os vínculos existentes entre os membros de uma equipe de trabalho, estimulando, assim, relações mais saudáveis e produtivas. O reconhecimento das habilidades e competências de cada membro do grupo favorece o potencial coletivo.

Multifuncionalidade

 

Crie equipes multifuncionais, tirando os colaboradores de suas respectivas zonas de conforto, delegando responsabilidades e incentivando a participação em novos projetos. A interação entre os membros do grupo é sempre benéfica. Como gestor, acompanhe o comportamento emocional de sua equipe, monitore, oriente e mantenha as portas sempre abertas para conversas e esclarecimentos.

Mas atenção: para ser capaz de treinar a Inteligência Emocional da equipe, é necessário que o gestor também tenha essa competência muito bem trabalhada, afinal, é preciso transmitir confiança e, principalmente, estar atento às necessidades e aos anseios de cada colaborador. O gestor tem papel fundamental nesse processo, sendo que, sem sua atuação direta e eficiente, as equipes dificilmente atingem todo seu potencial de performance. Por isso, priorize seu próprio desenvolvimento para o bom resultado da empresa como um todo!

10 Passos para desenvolver a sua inteligência emocional: Aprenda a gerir emoções


 

Segundo Daniel Goleman, a Inteligência Emocional é fundamental à boa prática da liderança. Um líder que conheça bem os seus pontos fortes e fracos saberá por certo que é mais produtivo quando consegue gerir as suas emoções do que quando se deixa levar por elas.

Goleman refere que os líderes eficazes têm em comum o facto de possuírem um elevado grau de inteligência emocional (IE) e que esta desempenha um papel cada vez mais importante nos escalões mais elevados das organizações, em detrimento das competências técnicas.

A prática da liderança é feita com e através das pessoas. São elas que compõem as organizações e quem o líder alcançará a visão e os resultados a que se propõe. Neste sentido, a IE assume verdadeiramente um papel decisivo, uma vez que é através dela que o líder consegue motivar, tornar-se inspirador e levar as pessoas consigo.

David McClelland, especialista americano em comportamento humano e organizacional, descobriu que a IE carateriza não só os líderes destacados, como também está ligada a um forte desempenho. Este afirma mesmo que “quando os gestores seniores possuem uma massa crítica de competências de IE, os seus departamentos ultrapassam os objetivos de rendimento anuais em 20%”, mas que, pelo contrário, “os líderes de departamentos que não possuem essa massa crítica obtêm a mesma percentagem abaixo dos objetivos”.

Eis 10 passos que o líder deverá percorrer para desenvolver a sua IE segundo Michael Armstrong:

1. Reconheça que só você pode melhorar os resultados que alcança.

2. Conheça-se melhor através de uma autoavaliação formal. Obtenha respostas a questões como:

  • Que aspetos do meu desempenho estão a correr bem?

  • Que aspetos do meu desempenho preciso de melhorar?

  • O que preciso de fazer para melhorar as minhas competências de IE (interagindo com outras pessoas)?

  •  Com base neste pressuposto, use as quatro componentes da IE e as competências que lhe estão associadas, e analise o seu próprio comportamento, bem como o impacto deste nas outras pessoas. Obtenha respostas às seguintes questões:

  • Quais as minhas capacidades de autogestão?

  • Como está o meu autoconhecimento?

  • Como estão as minhas capacidades sociais?

  • Quão eficazes são as minhas competências sociais?

3. Peça feedback ao seu superior, aos seus colegas, subordinados e clientes. Procure descobrir que impressão lhes transmite e em que sentido pensam que poderia melhorar.

4. Foque-se nos aspetos do seu comportamento que, em primeiro lugar, pode melhorar mais facilmente e, em segundo lugar, cuja possibilidade de mudar é bastante alta. Não conte com resultados rápidos. Mudar comportamentos pode ser um processo a longo-prazo.

5. Refira-se a aspetos específicos do comportamento e não a generalizações.

6. Se possível, procure a ajuda de um mentor, conselheiro ou treinador executivo(coach). Estes últimos podem ser particularmente úteis se forem competentes.

7. Aproveite ao máximo os cursos de formação e desenvolvimento fornecidos pela organização em áreas como a liderança, o trabalho em equipa, as competências interpessoais e a Programação Neurolinguística (PNL).

8. Use a imaginação e seja paciente. Não obterá necessariamente respostas fáceis à sua procura de aperfeiçoamento. Não mudará hábitos comportamentais enraizados sem uma abordagem bastante radical. Para além disso, deve reconhecer que as coisas levarão tempo.

9. Controle os progressos, analisando o seu próprio comportamento e o impacto que tiver e obtendo mais feedback da parte dos outros. Sempre que necessário ajuste o seu programa de desenvolvimento com base neste feedback.

10. Inclua desenvolvimento pessoal nas suas tarefas diárias. Existem sempre detalhes a melhorar. 10 minutos de mindfullness quando se levanta é um bom princípio.


O objetivo é que consiga destruir velhos hábitos enraizados que o estão a prejudicar e criar novos. Encha-se de vontade, persistência e honestidade e dedique tempo e esforço individual a conhecer-se e a criar novos hábitos que o tornarão um melhor e mais bem-sucedido líder de pessoas.


"Os líderes existem para tornar eficazes os pontos fortes das pessoas e irrelevantes as suas fraquezas.” - Frances Hesselbein

 

Reeducação Emocional e as relações intra e interpessoais

Educação emocional - estudo de um exemplo prático.

Imagine a seguinte situação:

Você tem o seu trabalho. Não morre de amores por ele, mas depende integralmente do salário que ganha ali.

Um dia, seu chefe entra no refeitório lotado e despeja uma série de acusações contra você. Levanta a voz, põe o dedo no seu nariz, chama-lhe de incompetente e, o pior de tudo, bem na frente de todos, especialmente “daquele seu colega” que deve estar adorando e se realizando nesse momento…

E aí, a pergunta: “o que você faria?”

  1. Ficaria quieto, remoendo a vergonha e a raiva?

  2. Revidaria na hora, dizendo tudo o que pensa do seu chefe?

  3. Procuraria se defender, falando mais alto que ele a fim de ser escutado?

  4. Manteria a calma e pediria para conversar com ele mais tarde?
    ou…

  5. Começaria imediatamente a arquitetar o mais frio e cruel assassinato da história do mundo empresarial?

    Essa decisão, qualquer que ela seja, mostrará o quanto você é capaz de controlar as suas respostas emocionais. Quanto mais desenvolvido esse controle, melhores os resultados obtidos em qualquer situação.

Por que precisamos ser reeducados?

Conviver satisfatoriamente com o stress, com a competitividade, com os conflitos e com as divergências de opiniões, requer controle emocional, e não apenas o uso da lógica e da razão. Ser capaz de se colocar no lugar do outro e de reconhecer suas emoções e sentimentos evita a maior parte dos conflitos que enfrentamos no dia a dia. E a Reeducação Emocional colabora imensamente nesse sentido, sendo um meio para que o indivíduo desenvolva a habilidade de lidar com suas emoções de maneira mais inteligente e menos reativa.

 

Outro ponto importante a favor de uma reeducação emocional está nos novos conhecimentos a respeito da íntima relação entre as emoções e o funcionamento celular do corpo, especialmente com relação aos efeitos das nossas crenças sobre o organismo.

A obtenção de maior autocontrole, maior capacidade de trabalho em equipe e maior flexibilidade são outros objetivos desse curso, que abarca conceitos e práticas adotados pela Programação Neurolinguística (PNL), pela Ecologia Humana, de Juan Tapia, pela Inteligência Emocional, de Daniel Goleman, pela Trilogia Analítica, de Norberto Keppe, além de conceitos de Educação Emocional, de Claude Steiner.

Arrancar gargalhadas de funcionários e fazer com que dancem e se divirtam em convenções de vendas são atitudes que alcançam meramente um bem-estar imediato, com efeitos que não vão nada além do nível emocional. A “motivação” adquirida se evapora cinco dias mais tarde, na primeira visão das contas esperando para serem pagas em cima da mesa… Ninguém passa motivação para quem quer que seja.

O verdadeiro crescimento pessoal é aquele capaz de desenvolver uma motivação sustentável, que se alimente ao simples comando do indivíduo, certo de que ninguém mais além dele mesmo será o único responsável pela arquitetura do seu próprio universo interior.

Reeducação Emocional - SER ASSERTIVO

O que você ganha em ser assertivo?

 

A comunicação assertiva é o estilo que possibilita SER e PARECER, pois suas características estimulam uma comunicação transparente, honesta, objetiva e de mão dupla.

A pessoa que adota a comunicação assertiva consegue estabelecer as duas direções que flexibilizam e dão equilíbrio à sua relação com o outro: Influenciar e Ser influenciado.

A assertividade possibilita a um profissional ser mais competente, à medida que ele se torna uma pessoa segura e confiante em seu potencial, clara e concisa em suas relações, e:

  • desenvolve relações interpessoais maduras, baseadas no autorrespeito e no respeito aos outros colegas;

  • coloca limites às pessoas agressivas que tentam invadir seu espaço;

  • estimula as pessoas passivas, que se sentem inseguras ao se posicionar;

  • analisa e resolve o problema, sem necessidade de buscar culpados;

  • expressa seus sentimentos e opiniões de concordância e discordância com tranquilidade;

  • tem a humildade de pedir ajuda;

  • exerce com tranquilidade a autoridade;

  • defende-se contra os excessos de poder;

  • controla seus medos e aprende a integrar-se ao grupo, sem se deixar manipular ou dominar pelo conformismo da maioria, conservando a riqueza da sua própria individualidade.

 

No aspecto pessoal, a assertividade traz bem-estar, uma vez que a pessoa tem o controle de sua própria vida, sem necessidade da aprovação de outras pessoas sobre suas escolhas.

Na vida familiar a assertividade ajuda na educação dos filhos, no relacionamento conjugal e afetivo. Portanto, é um fator determinante ao nosso bem-estar, pois, através da afirmação do nosso eu, adquirimos uma autoestima positiva e ficamos mais seguros para enfrentar os desafios do cotidiano.

Podemos concluir, com segurança, que a comunicação assertiva é realmente uma ferramenta eficaz para promover a qualidade de sua vida pessoal e profissional, dando-lhe credibilidade nos diversos papéis que desempenha, seja no ambiente profissional, familiar ou social.

A assertividade pode, também, contribuir para as relações comerciais, dando um novo rumo ao capitalismo vigente, pois a comunicação assertiva exige dos interlocutores a transparência em sua comunicação e o respeito mútuo.

O comportamento assertivo torna a pessoa capaz de agir a favor de seus próprios interesses, de se afirmar sem ansiedade, de expressar sentimentos sinceros sem constrangimento, ou seja, de exercitar seus próprios direitos, incluindo os direitos do outro. Assertividade é o pano de fundo do diálogo.

Este é um grande desafio para a sobrevivência profissional das pessoas, pois quem é assertivo tem mais credibilidade e é mais respeitado, com chances maiores de sucesso profissional. Mesmo correndo o risco de desagradar pessoas não assertivas, acredito valer a pena apostar nessa alternativa.

Por Vera Martins

ESTRATÉGIAS PARA TREINAR A ASSERTIVIDADE

 

A TÉCNICA DE AUTO-AFIRMAÇÃO DESC

Ser assertivo pressupõe ser-se afirmativo e um comunicador eficaz. Para fazer corresponder estas duas características, utiliza-se a técnica de Auto-Afirmação DESC, que tem como finalidade exercitar a capacidade de auto-afirmação de forma construtiva, permitindo a antecipação das situações e dos comportamentos. Esta técnica consiste em quatro etapas:

D -Descreve

Descrever ao outro o seu comportamento de uma forma precisa e objetiva. Ex: Ontem, quando foi procurar uns papéis na minha pasta…

E-Expressa

Transmitir ao outro o que sentimos e pensamos em relação ao seu comportamento (sentimentos, preocupações, desacordos ou criticas). Exp: …fiquei muito aborrecido porque me desorganizou o meu trabalho.

S-Especifica  (do Inglês specify)

Propor ao outro uma forma clara e realista de modificar o seu comportamento. Exp:…gostaria que daqui para a frente me pedisse o que precisar em vez de remexer as minhas coisas…

C-Consequências

Realçar as possíveis consequências positivas e benéficas que a sua nova atitude lhe traria. Ex:…Assim, perde menos tempo e garante que recebe o que precisa.

A TÉCNICA DO DISCO RISCADO

O “Disco Riscado” consiste simplesmente em repetir a nossa resposta tantas vezes quantas forem necessárias para vencer a pressão exercida pelos outros. {e importante resistirmos à tentação de nos justificarmos ou de contra atacarmos as “acusações” dos outros. È geralmente eficaz quando lidamos com pessoas manipuladoras. Exemplo:

- Porque é que não pode sair mais tarde às 6ªfeiras?

-Porque tenho um compromisso inadiável.

-Mas é mesmo preciso...

 -Acredito, mas é mesmo inadiável o meu compromisso.

-Acho que não quer colaborar com a empresa!

 -Tem o direito de pensar assim, mas o meu compromisso é mesmo inadiável.

-Mas… que compromisso é esse…que é assim tão importante?

- Como já disse, é mesmo inadiável.

Formas de comunicação não assertiva:

ESTILO AGRESSIVO

Caracteriza-se essencialmente pela utilização de comportamentos agressivos para com os outros, com o objetivo de fazer valer os nossos direitos à custa da submissão dos outros.A pessoa agressiva pretende dominar, valorizando-se à custa dos outros, os quais tende a ignorar ou a desvalorizar.São geralmente pessoas demasiadamente críticas e controladoras que utilizam a humilhação dos outros e a ironia para se defenderem de possíveis ataques à sua pessoa.Como sinais associados frequentemente ás pessoas agressivas, poderemos destacar o falar alto, o interromper sistematicamente o outro, os gestos tensos e altivos, o olhar intenso.

ESTILO PASSIVO

Trata-se de uma atitude de submissão perante os acontecimentos e perante os outros.A pessoa opta por um comportamento de fuga e de auto-desvalorização que conduz a uma dificuldade em afirmar as suas necessidades e em fazer valer as suas opiniões.Como sinais característicos poderemos destacar o nervosismo, revelado em gestos constantes e a voz frequentemente sumida.

ESTILO MANIPULADOR

A principal característica da pessoa manipuladora é utilizar a linguagem como disfarce para concretizar os seus objetivos. Utiliza com frequência uma linguagem pouco direta e recorre frequentemente a insinuações para manipular os outros.Faz chantagem emocional para alcançar o que pretende.É um autor nas suas relações com os outros.

 

Atitudes de uma pessoa assertiva 

Como me sinto como receptor

· Esclarecido;
· Valorizado;
· Respeitado;
· Escutado

Como se sente sobre si próprio

· Confiante;
· Calmo;
· Ideias claras;
· Elevada auto-estima;
· Com sentido de poder interior.

Recompensas

· Ter resultados;
· Ser claro;
· Agarrar oportunidades;
· Desenvolvimento de relações honestas;
· Aumento do auto-respeito.

Consequências a longo prazo
· Mover-se clara e seguramente para as metas estabelecidas;
· Construção de relações sólidas;
· Construção de respeito mútuo.

Ser assertivo no trabalho: o que significa?

 

Saiba o que significa ser assertivo no trabalho e de que forma pode esta característica ajudá-lo a progredir na sua carreira.

 

É frequente ouvir-se falar da importância de ser assertivo no trabalho. Mas com tanta “conversa”, a expressão acabou por se tornar num termo de certa forma vago que serve para descrever uma atitude que se espera dos profissionais em contexto de trabalho. A verdade é que qualquer oferta de emprego inclui nos seus requisitos assertividade e esta é, sem dúvida, uma das características mais valorizadas pelos recrutadores. Mas afinal o que significa ser assertivo no trabalho? E o que pode fazer para o ser?

 

SER ASSERTIVO NO TRABALHO: O QUE É?

Ser assertivo pode definir-se como uma atitude que implica a expressão clara, direta e objetiva do profissional das suas necessidades, preferências, emoções e/ou opiniões sem causar ou experienciar hostilidade para com os outros.

Dito de forma simples, ser assertivo é a capacidade de se afirmar e de exprimir ideias ou opiniões de forma firme e direta sem, no entanto, sentir ou causar quaisquer constrangimentos.


A assertividade é, no fundo, uma postura comportamental perante outras pessoas e/ou situações do dia-a-dia, neste caso de trabalho.


As pessoas/profissionais assertivos tendem a procurar cenários onde todas as partes saiam a ganhar. Entendem a importância de defenderem as suas ideias e opiniões, mas não deixam o orgulho levar a melhor. São – obviamente – pessoas confiantes e, como tal, abordam as diferentes situações de forma objetiva e comunicam de forma clara e objetiva, sendo capazes de evitar gerar situações de elevado stress ou conflito.


A verdade é que a assertividade pode ser a chave para uma carreira de sucesso, na medida em que pode ajudar os profissionais a desenvolverem relações de respeito com as pessoas que os rodeiam. Pense bem. Você até pode ser o melhor dos profissionais, mas se não mantiver boas relações com as suas chefias e colegas, dificilmente será bem-sucedido.

COMO SER ASSERTIVO NO TRABALHO?

Muitas vezes a assertividade pode soar a agressividade ou a animosidade para com terceiros. Para a grande maioria das pessoas ser assertivo pode ser um verdadeiro desafio, precisamente porque requer um certo discernimento e diplomacia, para evitar ser rude ou transpor a linha para o lado da agressividade. A chave para o sucesso (a grande vitória) é ser capaz de ser assertivo sem deixar de ser cordial.


A boa notícia é que a assertividade nem sempre é uma característica inata, mas que se pode aprender e desenvolver. Estas dicas podem ajudá-lo.

1. TENHA ATENÇÃO À SUA LINGUAGEM CORPORAL

Um gesto pode dizer mais do que pensa. Por isso, é importante que na sua tentativa para ser assertivo preste atenção à sua linguagem corporal. Mantenha sempre uma boa postura e o contacto visual com a pessoa com que está a falar. Por si só, esta já é uma forma de mostrar confiança e segurança na mensagem que está a transmitir.

2. PENSE POSITIVO

Uma boa maneira de ser mais assertivo é pensar positivo. Isto pode soar a cliché, mas a realidade é que uma atitude positiva vai ajudá-lo sentir-se mais confiante e, seguramente, a encontrar soluções benéficas para todas as partes envolvidas.

3. FALE

Falar não significa gritar ou falar incessantemente. Mas se tiver algo para acrescentar (uma ideia, um projeto, uma solução, …) numa reunião de gestão ou direção, não tenha medo de o fazer. Respire fundo, fale calmamente e seja claro na sua mensagem. Pode ser intimidante apresentar ideias perante um grupo (principalmente se esse grupo for grande ou envolver as suas chefias), mas não é impossível. Para o ajudar, pode começar com “pequenos passos”, como falar pessoal e individualmente com essas pessoas. Assim vai desenvolvendo a sua confiança e depois tudo se torna mais fácil.

4. SEJA DIRETO

Ou seja, se quiser partilhar uma ideia, pense naquilo que realmente é importante transmitir antes e, chegada a hora de falar, fique-se por isso. Esta é uma boa forma de organizar os seus pensamentos e as suas mensagens. Assim, evita o “gaguejar” típico de quem não consegue ser assertivo.

5. SEJA PROACTIVO

A assertividade e a proatividade caminham lado a lado. Demonstrar que pode pensar mais à frente, é uma boa forma de mostrar que tem tudo sob controlo e que é um profissional capaz.
 

A ASSERTIVIDADE É IMPORTANTE PORQUE…

Se esta é a dúvida que paira na sua mente por esta altura, nós esclarecemos. Ser assertivo é mais do que uma forma de ser capaz de partilhar ideias e opiniões, é também uma forma de as defender. Mais. É também uma forma de mostrar o seu valor. E essa é a melhor forma de progredir

O QUE É ASSERTIVIDADE?

 

Assertividade é um substantivo feminino que expressa a qualidade do que é assertivo, afirmativo ou positivo.

 

A palavra assertividade deriva de "asserto", que significa uma proposição decisiva. Uma pessoa que demonstra assertividade é autoconfiante que não tem dificuldades em expressar a sua opinião.

Assertividade é uma competência emocional que determina que um indivíduo consegue tomar uma posição clara, ou seja, não fica "em cima do muro". Uma pessoa assertiva afirma o seu eu e a sua autoestima, demonstra segurança e sabe o que quer e qual alvo pretende alcançar.

Normalmente a assertividade está relacionada com o pensamento positivo e proatividade, alguém que assume as rédeas da sua vida.

Assertividade não significa que uma pessoa está certa ou errada, mas indica que a pessoa anuncia e defende as suas ideias com vigor e respeito pelo ouvinte.

 

Assertividade e psicologia

De acordo com a psicologia, os comportamentos podem ser divididos em 4 categorias: o passivo, o agressivo, o passivo/agressivo e o assertivo.

Relativamente à interação social, o tipo assertivo de comportamento é aquele que é mais saudável, pois é benéfico para todas as pessoas que interagem, pois se trata de um comportamento seguro, respeitoso e que demonstra capacidade de ouvir críticas e não usar essas críticas para criticar o outro de forma pessoal.

É importante referir que nem sempre uma pessoa demonstra apenas um tipo de comportamento, podendo ter comportamentos diferentes em situações e contextos diferentes.

 VOCÊ É ASSERTIVO?  

 

A assertividade é uma habilidade social que envolve a expressão direta de necessidades, sentimentos, opiniões e preferências, sem sentimentos de culpa, medo e ansiedade e sem que haja hostilidade para com o interlocutor.

 

Uma pessoa assertiva se permite agir de acordo com seus próprios interesses, se afirmar perante os outros sem constrangimento, e expressar seus desejos e defender seus direitos, sem agredir ou desrespeitar os direitos dos outros. O comportamento assertivo permite que o indivíduo assuma com segurança seus sentimentos e posturas.

 

O principal parâmetro a ser avaliado em relação à assertividade é o grau de sofrimento experienciado pelo indivíduo - se existe ansiedade indevida ou excessiva ao expressar-se, acarretando em omissão de sentimentos e opiniões - e se a maneira de expressar-se é comumente hostil, gerando conflitos interpessoais.

 

O comportamento assertivo pode ser considerado um “meio-termo” entre duas outras posturas: a passividade e a agressividade. 

 

 

O COMPORTAMENTO PASSIVO

 

A pessoa com tendências passivas apresenta falha ou déficit na expressão de suas necessidades ou preferências, sendo, por vezes, permissiva e omissa em suas opiniões. A pessoa com este comportamento acaba por violar seus próprios direitos, dando, assim, ao outro, a permissão de fazê-lo.

Com bastante freqüência, a pessoa passiva sente dificuldades em transformar situações incômodas em cenários mais confortáveis para si, pois evita comunicar seu desagrado ou expressar seu descontentamento. Pode inclusive prejudicar-se por evitar se beneficiar em situações em que poderia obter ajuda externa e apresentar melhores resultados. Casos típicos são as dificuldades em pedir favores ou, ao contrário, recusar pedidos de outrem.

 

Os ditos “passivos” podem parecer verdadeiros pacificadores, pois dificilmente contradizem os outros ou correm o risco de desapontar alguém. Costumam utilizar-se do lema “deixemos pra lá”, na tentativa de minimizar todos os conflitos. Entretanto, na base do comportamento assertivo encontra-se, com freqüência, o medo de punições, retaliações, rejeição ou simplesmente falta de repertório adequado (não saber como se expressar).

 

 

 

O COMPORTAMENTO AGRESSIVO

 

É aquele por meio do qual o indivíduo expressa suas opiniões e emoções de maneira hostil, impondo pontos de vistas ou sendo exigentes quanto às suas necessidades e preferências. A pessoa com este comportamento defende seus direitos, porém com freqüência o faz às custas dos direitos alheios. Ofensas, gritos, xingamentos podem estar presentes, podendo também haver déficit de repertório adequado.

 

A pessoa dita “agressiva” tende a ser intolerante à frustração – seja a de suas opiniões, seja de recusas ou então de ser exposta a críticas. “Estar certo” é muito importante, e por este motivo tendem a levar a ferro e fogo seus pontos de vista.

A dificuldade em tolerar opiniões e críticas está comumente ligada a insegurança intensa, gerando a necessidade de ser reafirmado através de outros.

 

POR QUE NÃO SOMOS ASSERTIVOS?

 

É importante lembrar que ninguém consegue ser 100% assertivo em 100% das situações. Mais dia, menos dia, acabamos sendo passivos ou então agressivos. Pode ser mais fácil ou mais difícil ser assertivo dependendo da pessoa a quem o comportamento se dirige, momento em que ele ocorre ou a situação em que a comunicação acontece. Por isso, falamos em “graus de assertividade” – sendo o ideal que o consigamos ser assertivos com muitas pessoas e em variadas situações.

A assertividade, assim como muitas de nossas habilidades, é um comportamento aprendido, e não inato. Esta aprendizagem se dá ao longo de nossa primeira infância, através das interações significativas que temos com as pessoas. Podemos aprender com nossos pais, professores, irmãos ou outras figuras de relativa importância, através da observação.

Podemos ter sido expostos, ao longo de nossa história de vida, a situações de passividade, na qual o comportamento assertivo sofreu punições ou retaliações. Podemos ter sofrido reprimendas (físicas, verbais ou psicológicas) e tido más consequências ao expressarmos nossas emoções, e aprendemos, desta forma, que a assertividade é indesejável.

Da mesma maneira, podemos ter tido benefícios significativos ao permanecermos inassertivos, sendo omissos ou mesmo nos expressando de forma agressiva. Em situações futuras, portanto, iremos recorrer a tais referências ao exercermos nossa comunicação.

Normas e valores culturais e familiares também podem ter influências. Na cultura japonesa, por exemplo, é comum que a conduta feminina inclua a subserviência e a aceitação. Em determinadas famílias, as crianças são incitadas a acatarem a opinião dos pais sem contestá-las.

Esse histórico comportamental acaba por modelar tanto nosso repertório de respostas quanto uma série de crenças – de que poderemos ser abandonados caso expressemos algum desgosto, por exemplo.

           

COMO SERMOS ASSERTIVOS?

 

Se a assertividade é uma habilidade aprendida, isso significa que podemos aprendê-la a qualquer momento. As dificuldade da fase adulta naturalmente tornarão a aprendizagem mais árdua e, por vezes, haverá a sensação de estarmos “indo contra nossa natureza”. Apesar disso, é importante lembrar que a assertividade é universalmente vantajosa e que, mesmo que cause algum desconforto a curto prazo, os benefícios de longo prazo são numerosos.

A assertividade, enquanto uma ferramenta social, garante que os direitos de cada indivíduo sejam reassegurados: direito de seguir seus próprios valores e princípios sem ferir os de outrem, de sentir-se bem consigo mesmo sem ter de justificar-se o tempo inteiro, de errar, confundir-se e negar favores sem sentir-se culpado, de ter opiniões próprias e sentimentos legítimos, de mudar de opinião ou de pensar melhor antes de tomar decisões, sem sentir-se pressionado ou oprimido.

Resguardar suas opiniões e pontos de vista não significa, entretanto, que eles estejam certos. Assim como uma pessoa pode expressar suas emoções e opiniões, ela também deve reassegurar ao outro o direito de manter suas próprias convicções - o primeiro direito universal a ser observado é o direito de discordar.

O comportamento assertivos pode ser “dividido” em vários passos, que envolvem desde a análise geral do contexto até mesmo a expressão propriamente dita. Algumas diretrizes básicas podem ser úteis:

  1. Analise a situação como um todo. Entenda exatamente o que está acontecendo e quem a situação envolve.

  2. Se este for o caso, escute com atenção o que o outro diz. Deixe a pessoa saber que você a ouviu, demonstrando empatia.

  3. Investigue seus sentimentos, seus pensamentos e desejos.

  4. Veja o que realmente gostaria de falar e de que forma o faria. Questione-se: a mensagem será recebida da maneira que você tenciona? A forma está adequada? Palavras hostis estão presentes? Qual a maneira mais objetiva e delicada de se expor a idéia?

  5. Avalie a intenção de sua fala. Ela tem um objetivo claro? O que você pretende com isso?

  6. Pense nas conseqüências do que dirá e as assuma, evitando, entretanto, assumir a responsabilidade total pelos sentimentos alheios.

  7. Pense nos gestos e tons de voz ideais a serem usados. Eles são coerentes com seus sentimentos?

  8. Procure ser específico, descrevendo o comportamento ou a situação, ao invés de julgar a pessoa.

  9. Observe a reação do outro, coloque-se no lugar dele e pergunte-se: isso tem relação com sua fala ou com a própria personalidade do outro?

  10. Se sentir-se mal em dizer o que irá dizer, expresse sem desconforto. Isso desperta empatia da parte alheia.

  11. Se sentir ansiedade, pergunte-se: o que você receia? Agüente a ansiedade como um teste de realidade – muitas vezes, sua previsão negativa do que irá acontecer pode não se confirmar.

Para exercer a assertividade com eficiência, exercite a empatia: coloque-se no lugar do outro e imagine como gostaria que tais conteúdos fossem expressos. Costuma funcionar.

Assertividade na comunicação

No âmbito da comunicação, a assertividade consiste em uma estratégia que revela maturidade e alta autoestima, onde uma pessoa defende as suas convicções sem ofender nem se submeter a outras pessoas.

Quem comunica com assertividade comunica de forma clara, objetiva, transparente e honesta. Nem todas as pessoas conseguem comunicar com assertividade, porque ela é um direito e não uma obrigação. Essa forma de comunicar tem várias vantagens, entre elas:

  • melhora a capacidade de expressão e a imagem social;

  • fomenta o respeito pelas outras pessoas;

  • ajuda a resolver confrontos;

  • melhora a capacidade de negociação;

  • aumenta a autoconfiança;

  • confere mais credibilidade;

  • diminui o stresse.

 

Comunicação Assertiva

 

A comunicação assertiva é baseada em uma atitude pessoal positiva na hora de se relacionar com os demais e consiste em expressar opiniões e avaliações evitando desqualificações, reprovações e enfrentamentos. Isto mostra que a comunicação assertiva é o meio adequado para interagir com as pessoas.


Uma das chaves para estabelecer boas relações pessoais e profissionais

 

Cria-se uma comunicação assertiva quando se expressa uma mensagem em que as palavras e os gestos transmitem clareza e, ao mesmo tempo, uma atitude de empatia com o interlocutor. Em outras palavras, trata-se de comunicar as próprias ideias de maneira sincera, criando um clima positivo e sem conflitos.


Para que a comunicação assertiva seja possível é necessário controlar as emoções, de maneira que se evitem tanto as atitudes agressivas como as submissas ou passivas. Neste sentido, a agressividade na comunicação é uma fonte de conflitos, assim como a atitude submissa é prejudicial, por exemplo, a comunicação submissa seria dar razão ao outro e não defender sua própria posição a fim de evitar um possível enfrentamento verbal.


A utilidade da comunicação assertiva

 

Quando nos comunicamos temos em mente algum objetivo específico, por exemplo, convencer nosso interlocutor, dar uma ordem a um subordinado ou sugerir uma ideia a um grupo de amigos. A assertividade é útil em qualquer circunstância da comunicação. Isto mostra quando levamos em conta todos os aspectos negativos relacionados à comunicação não assertiva.


Deve-se entender a comunicação assertiva como uma ferramenta que permite otimizar as relações humanas. Nesta linha de pensamento, os especialistas em comunicação consideram que a assertividade depende em boa parte da inteligência emocional de cada indivíduo.

A comunicação assertiva e as relações de poder

 

Entre dois amigos ou dois colegas de trabalho, a comunicação assertiva deveria ser uma norma comum, pois neste tipo de relação não há um indivíduo que tenha uma característica superior ao outro, mas que ambos se encontrem num mesmo plano de igualdade. Entretanto, nas relações entre um chefe e um subordinado, a comunicação assertiva pode ser interpretada de maneira inadequada ou inclusive uma fonte de conflitos.


Nas relações de poder, as pessoas envolvidas não se encontram num plano de igualdade e esta circunstância dificulta a comunicação assertiva. O mais comum na maioria dos casos é o subordinado não dizer ao chefe o que realmente pensa.

AUTO-CONHECIMENTO - Mural de Reflexão

Educação Emocional - Mural de Reflexão

Auto-conhecimento e propósito de vida - Felicidade

 

Vivemos rodeados de armadilhas que nos fazem perder de nós mesmos, a ponto de darmos connosco a fazer coisas que abominamos nos outros, a copiar padrões de moda, a reproduzir ideias que discordámos, ... a sentirmo-nos simplesmente ridículos.

 

Vivemos permanente estado de negação, envoltos em sentimentos de angústia, ansiedade, insatisfação sem vislumbrarmos forma de como sair desta encruzilhada. As pessoas cada vez consomem mais medicamentos para conseguirem acompanhar o frenezim diário em que se envolvem e se deixam consumir.

 

Esta sociedade maquiavélica estruturada para o consumo leva-nos a fazer escolhas pouco refletidas, até contra os nossos princípios, de acordo com as ofertas que a sociedade disponibiliza, enquanto nos afastamos de nós mesmos irremediavelmente em muitos casos.

 

Como é possivel fugir desta engrenagem preversa?

 

Deixe de ser território e torne-se experiência - autoconhecimento. Criar um tempo para olhar para si mesmo.

 

Quem não promove o autoconhecimento não consegue gerar verdadeira empatia. E o que é empatia? Empatia é sabermo-nos colocar no lugar do outro, é sabermos respeitar o outro, é termos a capacidade de calçar os sapatos do outro.

Porque é que eu não consigo estabelecer relações de empatia com os outros? Porque isto acontece? Isto acontece porque se o ponto de partida é obscuro - o Eu, como vou conseguir estabelecer pontes com o outro? Como vou ser capaz de perceber o outro? Como vou ser capaz de ler o outro?

Para quem persegue o auto-conhecimento como prática de desenvolvimento pessoal, na busca da centelha de felicidade que habita dentro de nós, é um prazer ler Carl Jung.

 

Carl Jung foi um psiquiatra e psicanalista suíço que fundou a psicologia analítica e cuja obra veio a influenciar não só na psiquiatria, mas também na antropologia, arqueologia, literatura, filosofia e estudos religiosos. 

 

Jung diz que antes de nos projectarmos para fora, de nos darmos a conhecer aos outros devemos primeiro tentar perceber/conhecer as diferentes personagens que nos habitam, encetarmos uma jornada interior, para constatarmos o poder pessoal que essa descoberta nos confere. 

 

Quando  nos deixamos encantar com a possibilidade de viajar dentro de nós mesmos, damos connosco a perguntar: quem sou eu de verdade? Porque razão eu nasci? Quem és tu?

Em resposta a estas e outras questões filosóficas que nos deixam perplexos, um conjunto de investigadores da Universidade de Harvard concluíram que nós possuímos umas entidades muito particulares, que designaram por "centros de bem-estar", que sinalizam as experiências que vamos tendo, como boa ou má, através da percepção de determinadas sensações.

Durante o dia, são inúmeras as escolhas que temos de fazer, são incontáveis os sentimentos, as sensações e os comportamentos que temos de controlar e gerir. Onde se processa toda essa informação? É justamente nesse "centro de bem-estar" que reside o desbloqueador das questões, das dúvidas e das escolhas que temos de fazer diariamente. É esse sinalizador interno, auto-regularizador, que na realidade vai dizer: "vá por aqui. Não vá por ali."

Porque que é que durante grande parte da vida tentamos ignorar a existência deste nosso "centro de bem-estar"? Talvez porque não estaremos conectados connosco mesmos.

Auto-conhecimento significa reflexão. Na realidade existem quatro grandes "personagens interiores", arquétipos do inconsciente colectivo, que todos nós possuímos e que são responsáveis pela coordenação de todos os nossos processos emocionais - querer, pensar, sentir e fazer:

O arquétipo sonhador está relacionado com os nossos desejos, com os nossos sonhos. É responsável pela nossa capacidade de perseguir os sonhos, e possuirmos ambições. Está ligado à função do querer;

 

O arquétipo pensador é responsável pela análise das situações, pela ponderação das melhores escolhas e decisões, que faz a gestão dos pensamentos, encontrar a lógica para decidirmos sobre a vida. Ponderar as consequências  dos nossos actos;

O arquétipo amante é responsável pelos nossos sentimentos, pelas nossas emoções, pela capacidade que nós temos de manter uma relação com os outros;

O arquétipo guerreiro é responsável pelas nossas acções, por aquilo que nós fazemos a cada momento.

Na medida em que deixamos de aceder com assiduidade a este "centro de decisões de excelência", e que negamos o auto-conhecimento, cada um desses "personagens interiores" acabam por se manifestar/agindo individualmente, levando-nos a tomar atitudes e a decidir de forma desconexa: ora para um lado, ora para outro. Tal acontece, em virtude do pensar não estar conectado com o querer, não estar conectado com o sentir, não estar conectado com o fazer.

O que se passa connosco nesta circunstância? Acontece que vamos tendo uma vida sem sentido, ziguezagueante, cheia de gaps, organizada na busca de um equilíbrio que parece nunca existir, de um desencontro permanente. É o mesmo que numa orquestra uns músicos tocarem rock, outros samba, outros jazz e outros ainda música clássica. Não existe coerência. 

Da mesma forma, se não investirmos em auto-conhecimento, nessa escuta ao "centro de bem-estar", o que temos como resultado é uma permanente conflitualidade entre as nossas "personagens interiores", procurando desesperadamente uma coerência, uma razão para tudo o que nos circunda, mas que parece não existir.

O que se pretende com com a construção deste edifício? A ideia é que esses quatro arquétipos (sonhador, pensador, amante e guerreiro) trabalhem juntos ancorados no nosso "centro de bem-estar".  

Se tal acontecer temos o gatilho de partida dado para a nossa viagem de auto-conhecimento. Temos a resolução para os nossos conflitos internos. A partir desse momento, ao termos uma evidência de quem nós somos e qual o nosso papel neste mundo, encontramos O Propósito.

 

Com a descoberta deste Propósito, deixamos de entender os conflitos interpessoais como situações de disputa com o outro: existe um problema entre duas pessoas, e eu passo a ver o meu interlocutor não como um adversário, mas como um parceiro. Alguém que eu posso dispor para dividir comigo os impactos desse problema, ou simplesmente o ultrapassarmos em conjunto. Não estou numa arena tentando derrubar o outro. Na gestão dos conflitos deixa de existir a relação ganhar-perder, e passa a existir uma relação de ganhar-ganhar.

Nós temos um tesouro guardado dentro de nós. Se empreendermos essa viagem de auto-conhecimento, se nós escutamos o nosso centro de bem-estar, se nós valorizarmos a nossa inteligência intuitiva, então encontramos o nosso Propósito de Vida. Que está dentro de cada um de nós. Não está lá fora. Não está nas prateleiras do super-mercado, não está no shopping center, não está na empresa. Esta aqui dentro.

Uma vez que eu consiga aceder a este processo, eu vou conseguir aceder a este Propósito de Vida. E com este Propósito de Vida eu encontro também a Felicidade. A felicidade não é apenas sorrisos: ela por vezes envolve tristeza, envolve dor, envolve raiva. Esses sentimentos são todos bem vindos, porque são humanos, por isso devem ser honrados e acolhidos como uma dádiva, como uma oportunidade de aprendizagem e crescimento.

O "sentido da vida" é finalmente encontrado, assim que trilhamos as primeiras veredas do caminho para a descoberta de nós mesmos. Trata-se de um processo evolutivo, de continuidade, que exige disciplina e determinação. Trata-se de um caminho. E o prazer está justamente em fazer esse caminho.

 

Cada um é feliz de forma diferente. Só depois de empreendermos no processo de auto-conhecimento, vamos poder sentir o que faz o nosso coração vibrar.

Como diz o compositor: "cada um de nós compõe a sua história e cada ser em si carrega o dom de ser feliz".

Marcia Amaral Corrêa de Moraes |  Professora Universitária, Investigadora

 

 

Autoconhecimento e propósito de vida: felicidade | Marcia Amaral Corrêa de Moraes | TEDxPassoFundo

COMUNICAR MELHOR

CONNOSCO PRÓPRIOS E COM OS OUTROS

ASSERTIVIDADE

- Uma pessoa assertiva expressa de forma directa para o outro aqilo que pensa, os seus sentimentos, as suas opiniões, discordâncias, sem ser agressiva, nem ser passiva.

- Defende os seus direitos, sem violar os direitos do outro.

- Sabe fazer e recuzar pedidos.

- Sabe fazer e receber elogios.

- Sabe expressar sentimentos positivos e negativos.

- Sabe iniciar e encerrar uma conversa.

- Sabe respeitar as opiniões do outro.

- É o oposto da agressividade, da passividade ou manipulação.

Assertividade - Júlio Almeida

O QUE É SER ASSERTIVO?

 

- Colocar-se no lugar do outro

- Escutar activamente

- Ter eficácia na mensagem: comunicar de forma clara, objectiva, consisa, com informação relevante para o interlocotor, direta, de forma respeitosa (sem ser ofensivo)

- Ser flexivel, para saber influenciar, levar o outro a aceitar

- Não ser agressivo, passivo, ou manipulador.

 

Afinal, o que é assertividade?

PECADOS MORTAIS DA COMUNICAÇÃO

 

- Falar mal de alguém que não está presente. Quem faz isso dos outros, também o fará de nós.

- Julgar e condenar outros que não estão presentes.

- Negatividade. "Hoje é 1 de Dezembro. Eu sei, não é terrível." É dificil ouvir quando alguém é tão negativo assim.

- Reclamar. É espalhar um sofrimento viral pelo mundo, em vez de sol e leveza. 

- Desculpar-se com os outros, não assumindo nunca a culpa.

- Pessoas que axageram e mentem, por tudo e por nada.

- Dogmatismo. Confundir factos com opiniões. Quando se confronta com alguém que emite as suas opiniões como se fossem tactos é muito desagradável.

COMO GERAR EMPATIA, FAZER OS OUTROS GOSTAREM DE SI?

- Ferramenta poderosa para influenciar pessoas

 

- Saiba ouvir as pessoas. Interesse-se por elas. Esteja presente. Escute verdadeiramente o que elas dizem, em vez de estar apenas à espera da oportunidade de falar de si. Ouvir de forma activa. Entender o que ela diz. Aí começa logo a diferenciar-se dos outros.

- Dê um sorriso. Faça gestos de confirmação com a cabeça de que concorda com o que está a ouvir. Uh uh!

- Mantenho o assunto em termos agradáveis. Seja optimista. Recorde memórias positivas. 

- Como conquistar o outro? Colocar questões que resgatem experiências positivas na outra pessoa: qual foi a viagem mais marcante? Qual a experiência que mais te trouxe felicidade na vida?

- Faça com que as pessoas se sintam importantes e se sintam melhor depois de falar consigo, do que estava antes. Compeenda primeiro - depois Conduza!

TED - Como falar de um jeito que as pessoas queiram ouvir

Como fazer as pessoas gostarem de você em segundos? | Mais Persuasão | Edson Oliveira

COMO SE AFIRMAR MESMO ESTANDO NUMA POSIÇÃO DE DESVANTAGEM?

 

- Faça tudo de forma apaixonada.

- Defenda mais os outros que a si próprio: faça-o com o sentimento da "the mam bear efect."

- Quando tem de se defender use a Prespective taking - looking at the world through the eyes of onother person.

- Se pretende fazer uma venda, ou levar alguém a decidir a seu favor, de-lhe sempre ãlgumas opções (ser flexível)

- Quando se oferece uma escolha é mais natural que as pessoas aceitem.

- Ganhe aliados, defenda os outros como a mãe galinha. Expanda os seus limites aos seus e aos olhos dos outros.

- Peça conselhos aos outros, para os conseguir pressuadir. Quando pedimos conselhos as pessoas gostam de nós porque as estamos a elogiar e a expressar humildade.

- Vínculo duplo da auto-promoção (self-promotion bouble bind)

SEGREDO PARA SE TORNAR MENTALMENTE FORTE

 

- Fique triste mesmo, aprenda a lidar com esse desconforto e depois siga em frente.

- Crenças destrutivas sobre os outros surgem pq nos comparamos com as outras pessoas: pq achamos que têm mais ou mennos poder que nós; culpamo-los por nos retraírem.

- Crenças destrutivas sobre o mundo surgem pq lá no fundo queremos que o mundo seja mais justo para connosco. E pq razão terá que ser? Contudo, as nossas escolhas é que são as culpadas.

- A única pessoa com que nos devíamos comparar era connosco próprios, com o que fomos ontem.

How to speak up for yourself | Adam Galinsky

The Secret of Becoming Mentally Strong | Amy Morin | TEDxOcala

DIALOGAR QUANDO O ASSUNTO É IMPORTANTE

- Perceber se estamos a assumir uma postura "Passiva" ou "Agressiva".

- Assumir antes um discurso assertivo: olha, eu quero deixar bem claro que estou aqui para saber como te posso ajudar. Não é para interferir nas tuas rotinas, ou decisões. Ou, perceber como podemos melhorar esta coisa juntos. Eu não quero que entendas que eu estou aqui para te recriminar. Eu estou aqui para solucionarmos este problema os dois.

- Com este tipo de postura, o nosso interlocotor vai-se sentir mais seguro, já não se sente de todo ameaçado, e está então em condições de baixar a guarda.

- Este assunto é muito importante para ti, portanto difícil de debater de forma tranquila. Por te sentires mais inseguro, colocas-te numa postura agressiva, mas isso só mostra o quanto é importante defenderes a tua posição. O próprio assunto é para ti uma ameaça, coloca-te numa posição desconfortável. Essa não é a forma mais racional de estar numa conversa.

- Não se deve sentir frustrado se a outra pessoa não quiser tomar uma postura de diálogo saudável. 

COMO DIALOGAR QUANDO O ASSUNTO É IMPORTANTE?

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