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AUTOCONHECIMENTO

PRATIQUE O AMOR PRÓPRIO - ENCONTRE A FELICIDADE

Quase sempre é a mesma história: temos mais consciência do que os outros querem, das nossas obrigações e compromissos, do que daquilo que nós desejamos, e qual é o resultado disso? O desencanto. Sobrevivemos mais do que vivemos e, como consequência, perdemos os nossos sonhos e nos desconectamos de nós mesmos. Com os “deveres” e as “necessidades” fechamos o acesso a esse nível do nosso interior e nos esquecemos do amor próprio.

 

Quando alguém não se leva em conta e faz isso durante um tempo, ela acaba por acordar um dia pensando que sua vida está muito longe de ser a que queria. O conformismo de se dedicar ao que ia aparecendo, juntamente com o que os outros lhe exigiam, costuma pregar um truque: nos levar para um lugar em que nos sentimos estranhos.

 

Não desperdice o tempo, porque é desse material que a vida é feita.

A armadilha do conformismo

 

Muitos de nós somos bons exemplos desse grande déficit em relação ao nosso lado pessoal, que não é egoísta e que invadiu grande parte da nossa sociedade. Uma mudança progressiva que nos prejudica mais do que beneficia, mas que na maioria das vezes sabemos esconder (dos outros e de nós mesmos) através do conformismo.

A criatividade da infância e a paixão que nos move em nossa adolescência são perdidos no esquecimento, apagando a luz que nos fez brilhar nestes momentos. Basta olhar em volta e observar como as pessoas se dedicam a trabalhos que não amam, se conformam com seus relacionamentos e desperdiçam sonhos.

A ilusão desaparece porque nos conformamos e nosso crescimento para. A zona de conforto é agradável demais para suportar medos, frustrações e incertezas. Optamos pelo plano B: o simples, o fácil.

 

Não devemos persistir na ideia de pensar que é sempre melhor atender ao que há lá fora do que escutar o nosso interior, pois isso gera dependência da aceitação por parte dos outros.

Você não é egoísta, está cuidando de si mesmo

 

De vez em quando convém fazer um checkup emocional para saber como estamos. Perguntarmos como nos sentimos com a nossa vida em geral e com o nosso trabalho, nossas relações e o que fazemos em particular nos dão pistas sobre o nosso bem-estar.

 

Quando o resultado são sentimentos de decepção e desencanto, é muito provável que nos encontremos vivendo nossa vida como atores e atrizes secundários. O problema é que, mesmo sabendo que devemos dedicar mais tempo a nós mesmos, há uma pergunta que nos inquieta e nos congela: se fizermos isso, seremos egoístas?

 

Somos egoístas quando saímos para buscar aquilo de que precisamos e que nos faz bem? Permita-me dizer que não, você só está cuidando de si mesmo. O único amor que dura para sempre é o amor próprio, por isso, se você não se encarregar de mantê-lo, quem o fará? Não é conveniente se conformar com diminuições…

Ninguém é egoísta por acordar e dizer “não” e “chega”, muito menos por guardar minutos para si e não estar 100% disponível para as demandas dos que o rodeiam. Não há problema em decidir deixar de ser aquela pessoa que estava sempre disponível para todos, mas nunca para si mesma. Antes tarde do que nunca.

Invista no amor próprio

 

“A necessidade de aprovação dos outros equivale a dizer: ‘O que você pensa de mim é mais importante do que a opinião que tenho de mim mesmo.’”

 

Você pode ter se tornado um especialista em saber em detalhes o que os seus pais, seu parceiro ou seus amigos querem de você, o problema é que você parou pouco ou nada para pensar no que você quer de verdade. Saber esta resposta é tão vital como respirar, pois afeta a sua autoestima e o seu bem-estar emocional.

Em resposta a isso, a melhor solução é investir no amor próprio. Leia abaixo como podemos acender a chama do amor próprio por nós mesmos.

“Só se me sinto valioso por ser como sou, posso me aceitar, posso ser autêntico, posso ser verdadeiro.”

 

Se você é alguém que está desconectado com seu interior, adianto que voltar a escutar o seu diálogo interno em níveis profundos é uma tarefa que vai levar tempo. Pense em todos os muros que você levantou, em todas as vezes que você se ignorou: ser capaz de escutar de novo essa linguagem não é uma habilidade que pode ser aperfeiçoada de uma hora para outra. No entanto, se você tiver paciência, irá conseguir, e posso dizer que o que você irá recuperar valerá muito a pena, tanto para você como para os que o rodeiam

A armadilha do conformismo

 

Você não é egoísta, está cuidando de si mesmo

Invista no amor próprio

  • Considere-se uma pessoa valiosa. O seu valor transcende além de seus erros e fracassos. Você não é os seus resultados, mas sua capacidade de se recompor. O amor por você é muito importante.

  • Esqueça a ideia de ter que agradar aos outros para estar bem. Essa prática pode chegar a te esgotar e, por fim, te destruir. Ninguém é egoísta por dizer o que pensa, contanto que faça isso com respeito e delimitando limites saudáveis para se proteger.

  • Estabeleça suas prioridades. Para investir em si, você tem que conhecer quais são suas prioridades: a que ou quem você quer dedicar mais ou menos tempo para continuar construindo seus sonhos.

  • Aproveite seus momentos. Um dia livre ou, finalmente, aquele fim de semana tão esperado. Aproveite o tempo ao máximo e deixe suas obrigações de lado. Você é o personagem principal de sua vida, não um ator secundário.

 

Professor Felipe de Souza

 

Como lidar com a baixa autoestima!

O Ciclo da sabotagem emocional

The Surprising Truth About Learning in Schools | Will Richardson | TEDxWestVancouverED

10 PASSOS PARA SER MAIS FELIZ

Para conseguir aquilo que desejamos existem dois ingredientes fundamentais: constância e responsabilidade.

Temos uma infinidade de motivos para começar um novo dia alegres e também para terminá-lo sentindo-nos felizes como merecemos. Você só precisa de 10 passos para acordar e se deitar satisfeito e feliz consigo mesmo.


Comece a colocá-los em prática, ajustando-os e adaptando-os à sua personalidade. Todos somos únicos; faça com que os seus dias sejam especiais e ame-se. Você estará dando um enorme passo rumo à felicidade que procura.

Quais são os 10 passos para ser mais feliz?

 

1. Acorde e proponha-se a atingir uma meta imediata para cumprir nesse mesmo dia. O segredo da nossa motivação consiste em concluir objectivos simples que não requerem muito esforço, para então ir aumentando pouco a pouco o nível de exigência e a qualidade de nossos propósitos.

Este processo permite que nos sintamos realizados para alcançar as nossas metas constantemente, além de nos motivar a continuar em frente e dar os passos para a realização de cada um dos nossos sonhos.

2. Sinta-se agradecido por viver mais um dia. A gratidão faz parte da base que constitui o amor. Se sentirmos amor pela nossa vida e o compartilhamos com os que nos rodeiam, estaremos criando uma aura de positivismo que nos permitirá sentir-nos felizes durante todo o dia.

É muito importante sentir gratidão por aquilo que temos, e não esperar perdê-lo para nos darmos conta do quão sortudos somos. Lembre-se de que há muitas pessoas que, por várias razões, não têm o mesmo que você e vice-versa. Aprendamos a ser gratos.

3. Fazer uma lista das coisas que gostamos. Um bom exercício para iniciar o dia é começar a realizar de forma mental uma lista das coisas que você gosta em si mesmo: coisas que lhe fazem feliz, suas conquistas pessoais, relações… qualquer coisa que só de pensar encha seu dia de felicidade.

Encorajo-lhe a fazer isso. Parece uma bobagem, mas se você se concentrar e for consciente por uns minutos, perceberá a infinidade de elementos positivos que possui ao seu redor e dos quais as vezes não se dá conta.

4. Ouça as suas músicas favoritas. A música é uma das melhores ferramentas para se encher de positivismo internamente. Coloque o seu género favorito enquanto toma o café da manhã, ou inclusive antes de dormir. Use-a como espaço de meditação. Isso me ajuda muitíssimo no momento de ir para a cama e desligar a mente.

A música nos estimula a ter pensamentos positivos em qualquer atividade e exercício que tivermos que realizar.

5. Faça uma actividade reconfortante ou dê atenção a alguém durante o dia. Não é necessário muito esforço. Um “bom dia”, “como vai” ou “como você está” ditos de forma positiva alegram a manhã de qualquer pessoa.

E sabe o que é melhor? A cara de felicidade que você enxerga no destinatário dessas palavras de afeto e carinho enquanto você as diz. Só esse momento alegra a sua manhã, a tarde e a noite. Faça o que eu digo.

6. Meditar 5 minutos ao acordar lhe permitirá afastar os problemas e as preocupações, imaginando e projectando como você deseja que seja o seu novo dia. Você se sentirá mais tranquilo.

Fazer uma meditação antes de dormir facilitará a chegada do sono e nos ajudará a ter um descanso de maior qualidade.

7. Lembre-se de tudo de positivo que você tiver feito e sentido durante o dia antes de deitar. É um óptimo exercício para dormir cheio de positividade e começar o dia seguinte mais leve. Pense naquelas coisas boas e úteis que você fez durante o dia antes de se deitar.

Os bons momentos e situações positivas com as pessoas próximas a você também lhe permitirão sonhar mais feliz.

8. Seja amigo do exercício físico. Todos já sabemos que a actividade física é fundamental se queremos gozar de uma plenitude e bem estar em nossa rotina vital. Ela permite a liberação de endorfinas, as quais nos ajudam a nos sentirmos mais alegres e com melhor humor.

Fazer um pouco de atividade física a cada dia ou até dar um passeio tranquilo também permitirá que você descanse melhor e libere a energia acumulada.

9. Acorde e deite-se com tempo. É verdade que a tranquilidade na hora de planear a sua rotina é importante se você não quiser correr riscos por causa da ansiedade ou do stresse desnecessários.

Ao acordar, fazer as coisas com pressa e sob pressão nos deixa de mau humor, e provavelmente levaremos esta emoção ao longo de todo o dia. Fazer as coisas relaxado lhe permitirá desfrutar de suas actividades pessoais e aproveitar momentos de tranquilidade necessários para a sua saúde física e mental.

10. Alongar o corpo ao acordar ajuda a relaxar os músculos, gerando uma sensação de prazer e tranquilidade antes de colocar um pé no chão e começar o seu dia.

Veja que modelo tão simples! Se ele fizer parte da sua rotina, você certamente aumentará a sua felicidade diária, sentindo-se mais sereno e livre. É importante ser constante e responsável na hora de adaptar cada uma destas dicas a você. Em poucos dias, você verá as mudanças que a sua vida “sofre” para melhor.

Professor Felipe de Souza

 

CONHEÇA-SE MELHOR

Autoconhecimento: 3 ferramentas para se conhecer melhor

Cada um de nós vive, dia a dia, o nosso próprio sonho pessoal. Podemos estar conscientes ou não de cada passo, mas eles estão aí. Conduzindo-nos como se fossem um guia.

Quando falamos de conseguir atingir nossas metas, propósitos e materializar os nossos desejos pessoais, o autoconhecimento é uma ferramenta essencial.

São muitos os que enfrentam mudanças contínuas em suas vidas pessoais e profissionais. Dentro de nossa busca pelo bem-estar e crescimento interior, podemos repensar muitas coisas que permitem conhecermo-nos e orientarmo-nos para o que nos satisfaz e para o que melhor sabemos fazer.

Conhecer os objetivos que temos e as ferramentas para os conseguir atingi-los é o primeiro passo a ser dado em direção ao que nos propusemos a fazer.

É verdade que falar sobre nós mesmos, em algumas ocasiões, pode ser difícil. Nós sentimos que nos conhecemos e que sabemos a respeito de nós próprios, mas poucas vezes paramos para pensar, refletir e escrever nossas metas. Não paramos para analisar e ter consciência das características que facilitarão ou dificultarão atingir as metas.

Para isso, é importante e necessário objetivar o que sabemos sobre nós mesmos e sobre o nosso interior como seres humanos.

"Você pode sobreviver, mas sobrevivência não é vida." - Osho

Seria bom se valorizássemos a importância do autoconhecimento para cada um de nós e, também, as ferramentas que nos ajudariam a nos conhecer melhor.

 

O QUE É AUTOCONHECIMENTO

“Ó homem, conhece-te a ti mesmo e conhecerás o Universo e os Deuses.” - Sócrates

 

O autoconhecimento é a busca dos homens, em seu próprio interior, por respostas e entendimentos para várias questões sobre si mesmo e sobre a vida, com o objetivo de evoluir a partir destas percepções. Ao mesmo tempo, o autoconhecimento é a capacidade que nos permite perceber e agir de forma gradativa sobre tudo aquilo que necessitamos transformar em nós mesmos..

 

Na sociedade atual, ter uma maior percepção sobre si mesmo através do autoconhecimento é o que nos permite alterar nossas crenças erradas, tudo aquilo que nos faz mal e nos causa conflitos internos e que perturba diversas áreas da nossa vida. Através do autoconhecimento é que se consegue ampliar a consciência sobre os potenciais adormecidos, reconhecendo nossos próprios defeitos e colocando foco em nossas qualidades e naquilo que realmente somos. Por isso é preciso praticar o caminho do autoconhecimento, pois é apenas a partir dele que se consegue criar uma identidade própria e se diferenciar dos demais.

 

Algumas considerações sobre o que é autoconhecimento

Na opinião da psicóloga e especialista Juliana Bento, da Clínica de Especialidades Integradas de São Paulo, ”quem melhor se conhece a si mesmo tende a valorizar mais a própria vida e a aumentar sua autoestima, obtendo também maior estabilidade emocional”.

 

Mas, além de valorizar nossas qualidades e aumentar nossa autoestima, saber o que é autoconhecimento e colocá-lo em prática no nosso cotidiano também faz com que tenhamos consciência de nossos próprios defeitos, e estando conscientes disso podemos trabalhar positivamente para melhorá-los.

 

Segundo Cynthia Boscovich, especialista da Sociedade Brasileira de Psicanálise, “é essencial encarar nossas limitações, medos e inseguranças, pois com este autoconhecimento estamos mais aptos a superar as dificuldades e mais preparados para tomar as decisões do dia a dia”.

 

Quem não sabe o que é e não o pratica autoconhecimento acaba sofrendo de problemas com maior frequência tais como angústia, transtornos de ansiedade e depressão. É fato que se você se conhece melhor, com maior facilidae irá refletir antes dos seus atos e de controlar melhor suas emoções.

 

Desta forma, quando o indivíduo assimila o que é autoconhecimento, vive com mais tranquilidade e paz em seu interior, o que acaba acarretando diversos benefícios em todas as áreas da vida: pessoal, profissional, social e amorosa.

 

“Se o que tu procuras não achares primeiro dentro de ti mesmo, não acharás em lugar algum” - Sócrates .

O autoconhecimento é a busca do conhecimento, tanto interno quanto externo, é buscar no externo a chave pro interno e no interno a chave pro externo, o equilíbrio reside na consciência plena, na capacidade de entendimento dos fatores da vida e seguir serena e pacificamente ao encontro da sua essência - do seu SER.

Autoconhecimento significa o conhecimento de um indivíduo sobre si mesmo, mas é também saber reagir a às situações do dia-a-dia com sabedoria e discernimento.

 

O único caminho capaz de atingir o autoconhecimento é a profunda reflexão das experiências obtidas na vida e dessa forma, tendemos a evitar a repetição de erros que levam ao sofrimento, para enfim encontrar a paz interior.

“De todos os conhecimentos possíveis, o mais sábio e útil é o conhecer a si mesmo” (William Shakespeare)

Estas são as 3 melhores ferramentas para desenvolver em você o autoconhecimento de forma simples e eficaz:

Quem sou eu. Este exercício permitirá que você possa ver quem você é neste momento e quem quer chegar a ser. Destaco que o mais importante é decidir como vai conseguir chegar a ser a pessoa que deseja e almeja ser. Qual seria sua estratégia para fazer isso?

Você realizará essa tarefa colocando em uma folha quem é, em outra, quem deseja ser e, em outra, como vai fazer para chegar a isto. Será também interessante complementar este exercício com um feedback das pessoas de sua confiança para saber como elas o veem e o percebem.

 

A linha da vida. Esta ferramenta permite que você crie uma linha horizontal que representa a sua vida. Nesta linha, você marcará um ponto médio que representa o agora. Em seguida, comece a incluir as diferentes situações e experiências que tenha vivido no passado. Assim, você poderá se tornar consciente daquilo que considera relevante em sua vida.

A segunda parte consistirá em preencher parte de seu futuro, assinalando seus objetivos mais próximos e mais afastados no tempo.

 

Ao finalizar esta linha da vida, convido você a refletir sobre o que tem vivido e sobre como se propõe conseguir e atingir os objetivos marcados para o seu futuro.

Ter um diário de emoções. Sinta conscientemente as emoções como tesouros, já que o poder delas em nós é imenso. Escutar as nossas emoções pode contribuir para revelar muitos detalhes sobre nós mesmos, sobre outras pessoas ou diferentes situações.Devido a isso, o diário emocional é considerado uma técnica para facilitar o autoconhecimento.

Estar consciente de seu próprio estado emocional, conhecer quais são as emoções que mais se repetem em seu dia a dia, ou a origem delas, entre outras manifestações, poderá fazer com que você tenha um maior autoconhecimento em qualquer fase de sua vida que deseje. 

“A chave para gerenciar os outros de maneira efetiva é aprender a se gerenciar primeiro. Quanto mais você conhece a si mesmo, melhor poderá se relacionar com os demais, a partir de uma posição de confiança, segurança e força” 

(Weisinger)

 

O Processo do Autoconhecimento

Muito se discute sobre as estratégias para alcançar sucesso profissional e pessoal e evoluir continuamente. Entretanto, para chegar ao equilíbrio nestes quesitos é preciso passar por um processo interno e, antes de tudo, conhecer a si mesmo. O processo de autoconhecimento é vital para evoluir em todas as esferas possíveis, sendo uma das principais ferramentas para atingir o sucesso, tanto profissionalmente quanto pessoalmente.

Como funciona o Processo de Autoconhecimento

 

O que você gosta de fazer? O que te faz feliz? Do que você não gosta? Quais são seus objetivos pessoais e profissionais? Como e onde você deseja estar daqui a 5, 10 ou 50 anos? Como as pessoas a sua volta o definem? Quais são suas maiores qualidades? Quais seus principais pontos de melhoria? Quais seus maiores desejos e sonhos? Quais suas maiores realizações? Quais seus maiores arrependimentos? Todas estas perguntas fazem parte de um poderoso processo de autoconhecimento, uma vez que a melhor maneira de definir os caminhos e os resultados que queremos alcançar em nossas vidas é saber intimamente quais são as nossas motivações, crenças e valores e de que forma estes elementos influenciam, positiva ou negativamente, nossos êxitos e fracassos.

“Conhece-te a ti mesmo”

 

A percepção de si mesmo é fundamental para guiar nossas decisões, planejar, organizar e realizar nossos objetivos, metas e sonhos, desenvolver nossas competências e habilidades e administrar nossas ações assertivamente. Muitas vezes, por não termos este autoconhecimento, nos vemos perdidos diante de diversas situações em nosso trabalho, em família, nos relacionamentos interpessoais, nos tornamos inseguros e extremamente dependentes dos conselhos e intervenções de outras pessoas. Assim, podemos concluir que autoconhecimento também é uma forma de independência.

Informações promovidas pelo autoconhecimento

 

Através do processo de autoconhecimento nós conseguimos extrair informações que são essenciais para nosso aperfeiçoamento pessoal e profissional. Com ele, os pontos fortes e aqueles que precisam de melhoria ficam em evidência, forçando-nos a lidar com eles, e não apenas “ignorá-los”, como é feito em muitos casos. Quando realizado da forma correta, o processo de autoconhecimento consegue ir tão profundo em sua consciência que tem o poder de atuar no inconsciente, trazendo a tona questões fundamentais que direcionam muitas de nossas ações sem que percebamos. “Essa decisão foi inteiramente racional ou será que algo no meu âmago fez com que eu a tivesse?”

O autoconhecimento leva a consciência

 

Muito mais do que um emaranhado de informações, esse processo o conduz à próxima fase rumo a uma mudança real e positiva de suas ações e comportamentos: a consciência. Isso não significa apenas listar quais são os pontos fortes e fracos, mas verdadeiramente tomar ciência deles e entender que, embora eles fazem parte de você, não são você! Ter consciência desses fatos é saber que é possível mudá-los e começar a trabalhar para essa finalidade. Para realizar uma transformação verdadeira, é preciso, antes de tudo, esforço e força de vontade, pois mudar padrões comportamentais é uma tarefa extremamente complicada.

Fundamental para o sucesso

 

O processo de autoconhecimento é a ferramenta mais importante para que o indivíduo possa ampliar suas capacidades e habilidades, dando a eles a possibilidade de modificar, efetivamente, seu comportamento. Isso permite que possamos evoluir tanto no âmbito profissional quanto pessoal, estando mais aptos a liderar e ter posições de destaque em quaisquer que seja a carreira escolhida.

Coaching e Autoconhecimento

O processo de Coaching é extremamente efetivo, pois além de acelerar os resultados, através de perguntas poderosas, oferece ao cliente (coachee) a oportunidade real de estar em contato consigo mesmo, descobrir seus pontos fortes, os de melhoria, definir, com clareza, seus objetivos pessoais e profissionais e ainda alcançar equilíbrio espiritual. Com este autoconhecimento, o indivíduo pode direcionar melhor suas ações, focar na realização de seus desejos, sonhos e objetivos, sem desrespeitar suas crenças e valores. Assim, podemos concluir que as respostas não estão fora e sim, dentro de nós. Invista em Coaching, aumente seu autoconhecimento e alcance resultados extraordinários.

José Roberto Marques, psicólogo

AUTO-AJUDA 

AUTOESTIMA POSITIVA vs SER FELIZ

A Autoestima e o relacionamento  interpessoal

Diferença entre a psicologia e a auto-ajuda

Neste texto, vou dizer a respeito das principais diferenças entre a psicologia e a auto-ajuda. O objetivo é mostrar as semelhanças e divergências, bem como mostrar que a auto-ajuda não é tão ruim como normalmente é pintada durante a graduação em psicologia. Por outro lado, também é muito importante notar – para quem não faz ou fez a faculdade de psicologia – que a psicologia é realmente muito mais do que auto-ajuda.

Definição de Psicologia

Em nosso Curso de Psicologia Online Grátis, nós temos um texto sobre “O que é psicologia?” Em resumo, podemos dizer que a psicologia deve ser pensada no plural. Ao invés de ser a psicologia, temos que falar de as psicologias. Em dois sentidos principais:

– As psicologia como áreas de atuação: psicologia clínica, psicologia hospitalar, psicologia organizacional, social, comunitário, do esporte, etc;

– As psicologias como abordagens ou teorias: a psicologia da gestalt, a psicologia comportamental, a psicologia analítica, a psicologia cognitiva, a psicologia do desenvolvimento, etc;

O que quero salientar aqui é  que a psicologia é sim uma área de estudos complexa, multifacetada, com teorias que ora se aproximam da abstração da filosofia, ora se beneficia dos resultados da estatística, ora da anatomia e neuroanatomia, ora da antropologia e sociologia e por ai vai.

No começo da graduação é comum estudarmos a diferença entre a ciência e o senso comum. Para saber mais, veja aqui – Psicologia – Ciência e Senso Comum – Algumas questões

Por isso, é de certa forma comum os psicólogos fazerem pouco caso da chamada literatura de Auto-Ajuda. Para ficar mais claro, vamos passar à definição de auto-ajuda.

Definição de Auto-Ajuda

 

Definir auto-ajuda não é tão simples quanto parece à primeira vista. Olhando um acervo de uma livraria qualquer, encontraremos diversos tipos de livros diferentes dentro desta sessão e, curiosamente, também livros sobre psicologia. (Normalmente, quem faz esta separação não conhece muito bem as duas seções). Então, poderemos encontrar livros que prometem tudo: mudança total da personalidade, mudança de comportamentos, conseguir atingir objetivos específicos, encontrar o amor ideal, ganhar mais dinheiro, fórmulas secretas da felicidade e por aí vai.

Se pensarmos na própria palavra “auto-ajuda” veremos que a ideia é que o livro virá a fazer com que a pessoa mesma possa se ajudar, claro, depois de comprar o livro. Na faculdade, tive um professor que dizia que se a auto-ajuda fosse eficaz, bastaria um único livro, pois ele já ajudaria tanto que não precisaria mais de outros. Porém, o mais comum é encontrarmos uma série livros quando o primeiro faz sucesso. Então temos: Pai Rico e Pai Pobre. Depois, Filho Rico, Filho Vencedor. Em seguida, Aposentado Jovem e Rico, Pai Rico e Pai Pobre para Jovens e a lista continua.

O que quero dizer é que existe um mercado literário que visa o lucro. Embora possa passar conhecimentos e técnicas realmente úteis para a mudança, às vezes de tanto querer vender dá a sensação de um engodo, de um engano, de uma farsa.

Diferença entre Psicologia e Auto-Ajuda

 

Como a auto-ajuda é uma área de difícil definição, indo de livros que falam sobre psicologia para leigos até livros místicos, esotéricos, com fórmulas mágicas é um pouquinho complicado demarcar um limite a separar uma área da outra. Pois, a auto-ajuda acaba incorporando conhecimentos e práticas da psicologia em seu texto – para ficar mais científica.

No Código de Ética da Psicologia, podemos ler que o psicólogo apenas usará técnicas e procedimentos que tenham comprovação científica. Tudo o que ficar de fora da ciência, não deve ser, portanto, utilizado. Chegamos então a uma primeira distinção.

Mas será que os psicólogos não podem se beneficiar do senso comum? Da psicologia de auto-ajuda?

Quando eu me formei, em 2006, viajei para Lorena, uma cidade no interior de São Paulo com minha esposa – para que ela fizesse o vestibular da USP. Enquanto estava esperando ela concluir a prova, conheci um rapaz e sua mãe em uma cafeteria. Começamos a conversar sobre profissões, vestibular, mercado de trabalho e o rapaz, que era formado em química, depois de eu contar que era formado em psicologia perguntou se eu assistia a Ana Maria Braga para aprender sobre psicologia.

Aquela pergunta foi bastante espantosa para mim na hora e, sendo recém formado, tendo saído de uma graduação como disse complexa, com teorias abstratas e profundas, ouvir que eu apenas precisava assistir a um programa de TV para aprender mais foi até ofensivo. Hoje levo esta cena na brincadeira. Não assisto ao programa dela, mas não vejo mal nenhum em conseguir me aproximar de uma forma mais simples de entender o mundo, as relações entre as pessoas, os sentimentos e comportamentos.

Dizendo de outra forma, teve uma época que o livro da moda era O Segredo. Creio que pelo menos uma centena de meus pacientes o tenha lido e comentado sobre no consultório. Resultado: tive que ler o livro. Não para aprender mais sobre psicologia, mas para poder me aproximar do universo do paciente, entender o que o livro dizia e porque ele tinha marcado tanto, tanta gente.

Nesse sentido, não utilizo as técnicas descritas no livro em minha prática no consultório, claro. Porém, esta é uma forma de poder conversar com o paciente que concorda com o livro.  Sigo aqui a ideia de Victor Dias, em seu livro Psicodrama: teoria e prática, no qual ele diz:

“Pois na medida em que o terapeuta entra em contato íntimo com a experiência de seu cliente, ele acaba por viver em poucos anos muitas vidas. Costumo dizer, então, em tom de brincadeira, mas que sinto com um fundo de verdade, que atualmente devo ter mais ou menos 150 anos.” Este trecho é citado no texto do Bruno, “Porquê as pessoas dizem que psicólogo é louco?

Em outras palavras, vivemos no consultório em contato com pessoas extremamente diferentes umas das outras e uma das formas que temos que aprender a criar, enquanto psicólogos clínicos, é a empatia. Não quer dizer que se atendermos um médico teremos que estudar medicina e ao atender um diplomata teremos que estudar Relações Internacionais. Mas, é necessário ter uma visão apurada do horizonte do paciente. E, na medida em que a auto-ajuda é um fenômeno de mercado e de público, creio que ser interessante conhecer um pouco da área.

Mas que fique claro o que disse antes, a psicologia (ou as psicologias) têm uma dimensão teórica infinitamente mais rica e profunda do que a auto-ajuda. Por isso, há entre os psicólogos o desprestígio da auto-ajuda como se fosse um lixo. Por outro lado, manter esta postura distanciada e na torre de marfim da academia universitária não ajuda em nada.

Infelizmente é muito comum vermos Doutores viverem como se fossem superiores. O seu conhecimento seria tão superior e inefável e inatingível que ficaria apenas o desprezo pelo simples mortal que acredita em superstições, indo da auto-ajuda à religião institucionalizada. Se esta pessoa vai dar aulas, será o professor que sabe muito mas não sabe passar. Nunca estudou o mínimo de retórica ou didática. Se for um psicólogo clínico, creio que não terá sucesso, pois embora a relação de transferência entre o psicólogo e o paciente possa ser a partir do (suposto) saber, a transferência se dá por outros motivos, entre eles a empatia.

Enfim, embora a psicologia realmente seja muito superior à auto-ajuda, existem sim técnicas ou formas de compreensão de mundo da auto-ajuda (assim como existem técnicas em outras áreas do conhecimento humano passadas através da arte, da literatura, de desenhos em quadrinho, video-games, etc) que são sim úteis. Não creio ser positiva esta perspectiva de que a auto-ajuda é um lixo descartável.

A questão que fica ainda é: será possível a alguém se auto-ajudar?

A auto-ajuda como processo terapêutico

O objetivo de todo processo terapêutico é o autoconhecimento. A ideia de “Conheça-se a si mesmo”, do cuidado de si como salienta Foucault, é antigo. Com a psicologia clínica descobriu-se que os nossos sintomas, os nossos problemas, o nosso sofrimento surgem e crescem a partir de fontes inconscientes. Quer dizer, causas desconhecidas. (Se se quer pensar de outra perspectiva, podemos dizer que as causas podem ser objetivas, através de relações do meio ambiente, mas que também são desconhecidas ou não controladas ainda pelo organismo).

Se o objetivo da terapia é o autoconhecimento, o processo da terapia leva necessariamente a que o paciente possa se conhecer. E, nesse sentido, quando há a alta? Quando o paciente pode deixar de ir ao consultório? Parar de fazer as sessões?

A resposta – embora haja muita controvérsia entre os teóricos – é, na minha opinião, a partir do momento em que o paciente tem autonomia para ver, analisar, compreender e modificar seus próprios sintomas. Autonomia, em poucas palavras, quer dizer poder sobre si mesmo. Podemos entender como a capacidade para que o autoconhecimento se dê sem o intermédio de outra pessoa, no caso, o psicólogo.

Então, podemos concluir, que o grande objetivo da clínica (se reformularmos a ideia geral sobre o tema) é que o paciente possa se auto-ajudar. Que ele mesmo se ajude sem a necessidade da presença de seu psicólogo. Este seria também o objetivo da auto-ajuda, e, por isso mesmo, é o que a faz vender milhões de livros. A oferta fácil e rápida e prática de que a mudança pode ser feita.

Embora em geral a auto-ajuda não seja prejudicial, ela pode ser falsa. Prometer algo e não cumprir. Quantas pessoas não leem livros e livros e livros de auto-ajuda sem que a mudança realmente ocorra? Mas algo pode sim mudar nesse processo de leitura…

Mas para realmente mudar, e principalmente em casos mais graves, a ajuda inicial do psicólogo é fundamental. Não só porque os conhecimentos e técnicas são fundamentadas, mas porque a pessoa no momento não consegue ela mesma fazer a própria mudança ou até enxergar aonde está o problema. Contudo, como disse, com o tempo todo o objetivo da clínica é fazer com a pessoa possa se auto-ajudar, se autoconhecer sozinha.

Professor Felipe de Souza 

FERRAMENTAS DE AUTO-AJUDA

 

Ansiedade: Tratamento que funciona

 

O tratamento para transtornos de ansiedade pode incluir terapia cognitiva, terapia de exposição (se expor a lugares, momentos e situações que lhe causam alta ansiedade), treinamento da atenção, aconselhamento, dieta, exercício e a utilização de técnicas de relaxamento e formação da assertividade.

Medicamentos podem ajudar a aliviar os sintomas de ansiedade, mas não é uma solução a longo prazo.

Transtornos de ansiedade podem afetar a capacidade de uma pessoa trabalhar, estudar e participar de outras atividades. A recuperação é possível com o tratamento adequado.

Existem diferentes tipos de transtornos de ansiedade. Os seis conhecidos grupos de transtornos de ansiedade incluem:

  • Transtorno obsessivo-compulsivo

  • Transtorno do pânico (e transtorno do pânico com agorafobia)

  • Transtorno da ansiedade social

  • Fobias específicas

  • Stresse pós-traumático

  • Transtorno de ansiedade generalizada.

 

Transtornos de ansiedade podem ser angustiantes e debilitantes. Eles podem contribuir para perda de oportunidades de emprego e educacionais, bem como dificuldades na família e relações sociais.

A recuperação é possível com o tratamento adequado, como terapia de exposição, treinamento da atenção e uma variedade de técnicas de gestão da ansiedade que pode ajudá-lo a gerir os seus sintomas. Você pode aprender as estratégias sozinho(a) (lendo livros ou fazendo cursos, por exemplo) ou você pode consultar um profissional qualificado.

Uma gama de opções de tratamento

 

Algumas das opções de gestão para distúrbios de ansiedade incluem:

Lições poderosas que vão deixar você auto-confiante para dirigir, voar, viajar ou falar em público

  • Aprender sobre ansiedade

  • Técnicas de relaxamento

  • Técnicas de respiração correta

  • Terapia cognitiva

  • Terapia comportamental

  • Aconselhamento

  • Mudanças na dieta

  • Exercícios

  • Aprender a ser assertivo

  • Aumentar a Autoestima

  • Resolução de problemas estruturados

  • Medicação

 

Aprendendo sobre ansiedade

 

O velho ditado “conhecimento é poder” aplica-se aqui – aprender tudo sobre ansiedade é fundamental para a recuperação. Por exemplo, o treinamento inclui analisar a fisiologia da reação “fuga-luta”, que é a forma como o corpo lida com o perigo iminente.

Para pessoas com transtornos de ansiedade, esta reação é inadequadamente desencadeada por situações que são geralmente inofensivas. A educação é um meio importante para promover o controle sobre os sintomas.

Técnicas de relaxamento

 

Uma pessoa que se sente ansiosa na maioria das vezes tem problemas para relaxar, mas saber como liberar a tensão muscular é um tratamento de ansiedade importante. Técnicas de relaxamento incluem:

  • Relaxamento muscular progressivo

  • Meditação

  • Respiração abdominal

  • Exercícios de relaxamento isométricos.

Técnicas de respiração correta

Os sintomas físicos de ansiedade podem ser disparados por hiperventilação, que aumenta os níveis de oxigénio e reduz a quantidade de dióxido de carbono no sangue.

Dióxido de carbono auxilia no regulamento da reacção do corpo à ansiedade e pânico. Uma pessoa que sofre de ansiedade deve aprender a respirar a partir de seu diafragma, e não pelo peito, para protegê-la contra hiperventilação. O segredo é deixar a barriga expandir ao puxar o ar.

Você pode verificar se está respirando correctamente, colocando uma mão na parte de baixo do seu abdômen e o outro em seu peito.

A respiração está correta quando seu abdômen se mexe, em vez de seu peito. Isso também ajuda a diminuir a velocidade da sua respiração ao sentir-se ansioso. Você também pode tentar prender a respiração por alguns segundos. Isso ajuda a aumentar os níveis de dióxido de carbono no sangue.

Terapia cognitiva

 

Terapia cognitiva concentra-se na evolução dos padrões de pensamento e crenças que são associadas à ansiedade. Por exemplo, uma pessoa com uma fobia social pode piorar sua ansiedade por pensamentos negativos tais como, ‘todos pensam que eu sou chato’.

A base da terapia cognitiva é que crenças accionam pensamentos, que então desencadeam sentimentos e produz comportamentos. Por exemplo, digamos que você acredita (talvez inconscientemente) que todos devem gostar de você para se sentir apreciado.

Se alguém se afasta de você no meio de uma conversa, você pode pensar, ‘esta pessoa me odeia’, que faz você sentir-se ansioso.

Estratégias de terapia cognitiva incluem ‘auto-conversa’ racional, treinamento da atenção, desafios cognitivos e reestruturação cognitiva. Isso inclui acompanhar sua auto-conversa, desafiar medos e crenças inúteis e testar a realidade de pensamentos negativos.

Terapia comportamental

 

O principal componente da terapia de comportamento é a exposição. Terapia de exposição envolve deliberadamente confrontar seus medos para dissolvê-los. Exposição lhe permite treinar para redefinir o aspecto do perigo ou medo de uma determinada situação.

As etapas de terapia de exposição podem incluir:

  • Classificar seus medos na ordem, do mais ao menos ameaçador.

  • Escolher trabalhar primeiro em um dos seus medos menos ameaçadores.

  • Pensar sobre a temida situação. Imagine-se enfrentando a situação. Analisar seus medos – de quê você está com medo?

  • Elaborar um plano que inclui uma série de pequenos passos – por exemplo, diminuir gradualmente a distância entre você e a terrível situação ou objecto ou aumentar gradualmente a quantidade de tempo gasto na situação ameaçadora.

  • Resista à tentação de fugir (ir embora, se afastar). Use o relaxamento, declarações de motivação para ajudar a gerir a sua ansiedade e técnicas de respiração.

  • No final das contas, repare que nada de ruim aconteceu.

  • Repita a exposição o quanto puder para construir a confiança que você pode precisa.

  • Quando estiver pronto, enfrente outra situação de medo do mesmo modo, passo a passo.

Mudanças na dieta

 

O mineral magnésio ajuda o tecido muscular a relaxar e uma deficiência de magnésio pode contribuir para a ansiedade, depressão e insónia. Ingestão inadequada de vitamina B e cálcio também pode agravar os sintomas de ansiedade.

Certifique-se de que sua dieta diária inclui alimentos como cereais integrais, folhas verdes e leite e derivados com baixa gordura. Nicotina, cafeína e outras drogas estimulantes (que contêm cafeína) accionam suas glândulas adrenais para liberar adrenalina, que é uma das principais substâncias químicas do stresse.

Outros alimentos a evitar incluem sal e aditivos artificiais, como conservantes. Escolha alimentos frescos não-industrializados sempre que possível.

Actividade Física

 

Os sintomas físicos de ansiedade são causados pela resposta “fuga-luta”, que inunda o corpo com adrenalina e outras químicas do stresse. Exercícios físicos queimam até químicas de stresse e promove o relaxamento. A actividade física é outra maneira útil para gerir a ansiedade. Destina-se a fazer alguma actividade física, pelo menos, três a quatro vezes por semana e variar suas actividades para evitar o tédio.

Aprender a ser assertivo

 

Ser assertivo significa comunicar suas necessidades, desejos, sentimentos, crenças e opiniões de outras pessoas de forma directa e honesta, com confiança e segurança, sem ferir intencionalmente sentimentos de ninguém.

Uma pessoa com um transtorno de ansiedade pode ter problemas para ser assertivo, porque ele tem medo de conflito ou acreditam que eles não têm o direito de falar. No entanto, se relacionar passivamente com os outros reduz a auto-confiança e aumenta a ansiedade. Aprender a comportar-se assertivamente é fundamental para desenvolver uma auto-estima mais forte.

Aumentar a Auto-estima

 

Pessoas com transtorno de ansiedade geralmente tem baixa auto-estima. Sentir-se inútil pode piorar a ansiedade de muitas maneiras. Isso pode acionar um estilo passivo de interagir com outras pessoas e promover um medo de ser julgado duramente. Baixa auto-estima também pode estar relacionada com o impacto do transtorno da ansiedade em sua vida. Estes problemas podem incluir:

  • Isolamento

  • Sentimentos de vergonha e culpa

  • Temperamento deprimido

  • Dificuldades na escola, trabalho ou em situações sociais.

 

Organizações de apoio à comunidade e aconselhamento podem ajudá-lo a lidar com esses problemas.

Resolução de problemas estruturados

 

Algumas pessoas com transtornos de ansiedade são excessivamente preocupadas, que se preocupe com um problema, em vez de resolvê-lo activamente. Aprender como quebrar um problema em seus diversos componentes – e, em seguida, decidir sobre uma direcção para agir – é uma habilidade valiosa que pode ajudar a gerir a depressão e ansiedade generalizada.

Medicação

 

É importante que os medicamentos sejam vistos como uma medida de curto prazo, em vez da solução permanente para transtornos de ansiedade.

Estudos têm demonstrado que terapias psicológicas, tais como a terapia comportamental cognitiva, são muito mais eficazes do que as drogas na gestão de transtornos de ansiedade, a longo prazo. Seu médico pode prescrever uma receita que inclui tranquilizantes ou antidepressivos para ajudá-lo a lidar com seus sintomas, enquanto outras opções de tratamento promove a solução permanente desejada.

Onde obter ajuda

  • Seu médico

  • Psicólogo

  • Conselheiro

  • Livros e curso

Professor Felipe de Souza

5 maneiras de buscar o autoconhecimento

Cada pessoa é única e por isso é importante se conhecer, sabendo quais são os seus pontos fortes e fracos. Esse entendimento de si mesmo ajuda na autoestima e deixa qualquer um mais seguro para encarar a vida. Segundo a psicóloga Mariana Massari, a palavra autoconhecimento é usada quando cada indivíduo começa a perceber sua identidade e seu valor pessoal. Isso começa de uma forma boba lá no início da vida, quando o bebê se reconhece no espelho, e depois não tem fim - vira uma busca eterna.

"Nós nos conhecemos a cada desafio, a cada etapa vencida e passada. Mas existem algumas maneiras de se buscar o autoconhecimento de forma guiada", diz a psicóloga Mariana Massari, que vai revelar aqui as suas dicas para chegar até lá.

O que você pode fazer para começar sua busca por autoconhecimento:

 

- Fazer Psicoterapia: "A primeira forma de buscar autoconhecimento eu diria que é a Psicoterapia. Um acompanhamento guiado por um profissional de psicologia, onde são usadas técnicas de diálogo para verificação de como esse indivíduo se vê inserido no mundo. Lá a pessoa recebe orientação e pode ser induzido à autorreflexão. É uma possibilidade de analisar pensamentos, sentimentos e comportamentos recorrentes e suas consequências".

- Ler: "A leitura é uma outra alternativa de busca por orientação no autoconhecimento. Existem vários livros disponíveis com questionamentos sobre as nossas atitudes e limitações. É uma forma de tomar consciência do processo e dar os primeiros passos através de um investimento financeiro mínimo".

- Perceber-se: "Prestar atenção nas suas necessidades, aprender a dizer não, conhecer suas limitações, ouvir seus desejos e avaliá-los sabendo ter controle sobre eles. São medidas a serem tomadas diariamente, aceitando que tudo que se pode fazer, é tudo que se pode fazer. Aprender a identificar sinais no nosso corpo de cansaço, de fome, de necessidade de exercício, de correção de postura, que passam batido pela nossa percepção.".

- Faça listas: "Liste a sua percepção de si mesmo, com suas limitações e defeitos, mas também com as qualidades. Conteste todos os pontos com situações que neguem ou não aquela determinada coisa. Existem alguns aplicativos que orientam essa busca, como o Bliss, onde você tem a oportunidade de listar coisas pelas quais você é grato, que fizeram seu dia melhor. "

- Seja aberto: "Dedique-se a descobrir novos passatempos e evite decidir que não gosta de tomate, por exemplo. Antes disso coma todas as possibilidades de preparo desse alimento. Deixe-se surpreender".

Mariana Massari, psicóloga  

Auto-ajuda

Existe uma base científica para a complementaridade entre a ida ao médico e/ou psicólogo e a práticas acessíveis a todos, nomeadamente de auto-ajuda, relaxamento, exercício  e higiene do sono, que podem proporcionar uma melhor qualidade de vida.

 

Cada pessoa deve escolher as práticas com que mais se identificam e na dúvida procurar esclarecimento junto do seu médico/psicólogo e/ou profissional de saúde da sua confiança.

 

 

O que são as técnicas de auto-ajuda?

 

A auto-ajuda pode ser considerada como complementar às consultas médicas ou de psicologia. Mesmo para quem não tenha nenhum problema de saúde é importante que conheça técnicas de auto-ajuda, de modo a poder ter mais controlo sobre si, as suas emoções e melhor interacção com os outros, contribuindo para uma vida mais satisfação e bem estar.

 

Que exemplos de técnicas de auto-ajuda existem?

 

1. Leitura

 

a) Livros de auto-ajuda – existem muitos livros publicados intitulados de “auto-ajuda” e das mais variadas temáticas. Se escolher livros na categoria da auto-ajuda, certifique-se que o autor tem formação especializada na área. Escolha a seu gosto e/ou tema que necessite.

 

“Gosto de livros escritos por psicólogos porque conseguem explicar a pessoas que não são da área como eu como devemos melhorar o nosso dia-a-dia, aprender a respirar, enfim, no fundo, estes livros ajudam-me a ser um bocadinho mais feliz”. (Manuela, 55 anos)

 

b) Outros livros - Os hábitos de leitura, por si só, estimulam áreas cerebrais que não são usadas quando vê televisão, por exemplo, permitindo que use a sua imaginação, que se abstraia do mundo exterior, e exige ao leitor uma capacidade de concentração superior ao normal. Nesse sentido, ler é pôr o cérebro a fazer exercício físico. Escolha de acordo com a sua preferência. No mínimo, irá contribuir para sentir-se mais descontraído e relaxado..

 

“Ler é uma auto-ajuda para a mente.  Adoro ler romances com final feliz, e mesmo os que não têm, fazem-me sonhar, acalmam-me”. (Joana, 35 anos)

 

2. Escrita

 

A escrita pode ser uma forma de auto-ajuda, uma vez que pode ajudá-lo a organizar os seus pensamentos, a libertar a sua ansiedade, a raiva, as ideias negativas e, portanto, pode funcionar como uma espécie de “terapia da alma”. Sentir-se-á menos nervoso, menos ansioso e mais controlado sempre que colocar as suas preocupações/emoções no papel: num diário ou apenas numa folha de papel em branco. Todos os dias ou apenas um dia. De vez em quando. Como se sentir melhor. Quando apetecer. Guarde o registo. Volte a ler ao fim de algum tempo. Volte à escrita.

 

“O meu médico diz que é bom eu escrever sempre que me sinto mais ansioso e quando tenho muita raiva dentro de mim. A verdade é que me sinto melhor sempre que escrevo”. (João, 39 anos)

Não te sintas frágil Ser, ou uma qualquer peça partida …
Não te culpes, não te recrimines, não te julgues a ti próprio …

 

Abraça a Solidão, fala com a Solidão, aceita a Solidão !

Quando Ela vem ao nosso encontro significa que temos de parar! Temos de serenar o Espírito, silenciar a Alma e ouvirmos o nosso Coração.

Não olhes para a Solidão negativamente, antes pelo contrário, ela ajudar-te-á a ergueres-te, a compreenderes quem realmente és, a entenderes o porquê das tuas acções, a perceberes afinal qual o caminho que pretendes seguir.

As coisas não se sentem nem se definem na euforia, no ruído, na ansiedade e na Loucura.

Aceita o silêncio, a paz … Serena-te, Ouve-te, Aceita-te …

Perdoa-te!

Por Vera Santos

Porque a autoestima é tão importante?

 

Pois bem, a autoestima é importante porque a valorização que você tem de si mesmo é, entre outras coisas, a base do seu desenvolvimento pessoal. Mas existem outras razões. Conheça-as!

A autoestima é importante porque a valorização de si mesmo é a fonte da saúde mental. A autoestima é a ideia que você tem de si mesmo. É quanto você se valoriza e quão importante pensa que é.

Para que serve a autoestima

 

"A autoestima positiva opera no sistema imunológico da consciência, dando resistência, força e a capacidade de regeneração. Quando a autoestima é baixa, nossa capacidade de enfrentar as adversidades da vida baixam. Caímos diante das adversidades e nosso sentido de próprio valor diminui. Deixamos nos influenciar pelo desejo de evitar a dor, em vez de experimentar alegria. Todo o negativo tem mais influência em nós, em vez do positivo." Nathaniel Branden

 

A autoestima é importante porque é o primeiro passo em acreditar em si mesmo. Se você não acredita em si mesmo, outras pessoas não vão acreditar em você. Se você não pode encontrar sua grandeza, os outros não a encontrarão. A autoestima tem grandes efeitos nos seus pensamentos, emoções, valores e metas.

 

baixa autoestima contribui com os problemas mentais. Se você sente que é digno, vai se comportar de acordo com esta crença e vai viver uma vida feliz. Se você se sente orgulhoso de si mesmo, vai ter segurança em si mesmo e vai poder tentar novas coisas.

 

Você vai respeitar a si mesmo inclusive se cometer erros. Não vai se comparar com outras pessoas e nunca vai humilhá-las porque acreditará em si mesmo. Terá uma direção positiva na sua vida.

 

A baixa autestima vai-te fazer sentir inapropriado na vida e vai levar-te a crer que você não merece coisas boas. Suas escolhas serão erróneas e suas metas serão negativas e você terá comportamentos destrutivos.

 

Como Nathaniel Branden escreveu:

"A autoestima positiva é importante porque quando as pessoas a experimentam, se sentem bem e tem boa aparência, são eficazes e produtivas e respondem bem aos outros. Respondem a eles mesmos saudavelmente, de forma positiva e podem crescer e mudar. Eles sabem que podem ser amados e são capazes de melhorar. Ocupam-se deles mesmos e dos outros. Não precisam humilhar os outros para se sentir bem."

Professor Felipe de Souza

COMO ELEVAR A SUA AUTOESTIMA

Características da baixa auto-estima:

- insegurança

- inadequação

- perfeccionismo

- dúvidas constantes em relação aos seus sentimentos/emoções

- sentimento vago de não ser capaz de realizar nada - depressão

- não se permitir errar

- necessidade de agradar

- necessidade de aprovação

- necessidade de reconhecimento

Como ter uma autoestima saudável?

 

Eu cresci numa família em que não se conhecia o significado da autoestima. Entretanto, desde que era muito pequena sempre me questionei porque haviam pessoas que se sentiam muito cómodas consigo mesmas, enquanto outras pessoas pareciam que se odiavam, e odiavam o mundo.
 

Eu percebi que a falta de clareza com relação à alta autoestima surgiu como consequência de que fui educada para ser humilde, dar mais importância às necessidades dos outros e não às minhas, sempre dizer que "sim" para não incomodar nem criar problemas. Como conclusão, tratar de satisfazer as outras pessoas o tempo todo para me sentir aceita. Isto não é ter uma autoestima saudável.

Esta forma de pensar demonstra baixa autoestima, é um padrão muito difícil de romper, no entanto, há muitos anos comecei esta jornada e cheguei a um ponto onde posso identificar minhas necessidades, posso dizer "não", e inclusivamente ser capaz de enfrentar a rejeição dos outros e sentir-me bem na mesma.

Eu me comprometi a honrar a mim mesma, não com egoísmo mas com o compromisso de apreciar quem eu sou. Eu sei agora que se eu não cuido de mim mesma e não respeito a mim mesma nunca vou poder cuidar nem respeitar os outros.

Como se relaciona a autoestima com a vitimização?

 

A autoestima é um processo interno que começa com aceitar a si mesmo. O perdão e a auto-imagem são dois conceitos que se relacionam com a autoestima.

Ter uma autoestima saudável, uma alta autoestima é o primeiro passo para poder sair da armadilha de ser uma vítima.

 

É um processo interno, não é uma meta aonde chegar. É um processo de limpeza interna das suas ideias erróneas e feridas SABENDO que já não é valioso.

O significado da autoestima, uma definição que se constrói

 

Com o tempo descobri que a autoestima é a fonte de todo o bem estar na nossa vida. Também descobri que eu não me conhecia, que não tinha uma relação comigo mesma porque sempre estava atenta às outras pessoas.

Meu caminho começou muitos anos atrás, passo a passo tratando de encontrar o verdadeiro significado da autoestima.

O que diminui a auto-estima?

- críticas e autocríticas

- sentimentos de culpa

- abandono

- rejeição

- carência

- frustração

- vergonha

- inveja

- timidez

- insegurança

- medo

- humilhação

- raiva

- e, principalmente: perdas e dependência (financeira e emocional)

 

Quando começa a ser formada a baixa autoestima?

Desde que nascemos. Dos 0 aos 7 anos é a idade chave.

 

A partir de como as outras pessoas nos tratam. Quando criança pode-se alimentar ou destruir a autoconfiança. Auto-estima baixa geralmente está relacionada a falsos valores. Crença que é necessária aprovação da mãe ou pai.


 

Para elevar a auto-estima é preciso:


- autoconhecimento

- manter-se em forma física (gostar da imagem refletida no espelho)

- identificar as qualidades e não só os defeitos

- aprender com a experiência passada

- tratar-se com amor e carinho

- ouvir a intuição (o que aumenta a autoconfiança)

- manter diálogo interno

- acreditar que merece ser amado(a) e é especial

- fazer todo dia algo que o deixe feliz. Pode ser coisas simples como dançar, ler, descansar, ouvir música, caminhar.


 

Resultados da auto-estima elevada


- mais à vontade em oferecer e receber elogios, e/ou expressões de afecto

- sentimentos de ansiedade e insegurança diminuem

- harmonia entre o que sente e o que diz

- necessidade de aprovação diminui

- maior flexibilidade perante os factos da vida

- autoconfiança elevada

- amor-próprio aumenta

- satisfação pessoal

- maior desempenho profissional

- relações saudáveis

- paz interior

Professor Felipe de Souza

O que é a auto-estima?

Autoestima é a opinião, o sentimento que cada pessoa tem por si mesmo. É ser capaz de respeitar, confiar e gostar de si. Melhor caminho para o autoconhecimento: diálogo interno.

 

Embora se acredite que seja a simples estima por nós, num sentido de cuidar o físico, a beleza…é bem mais grandioso que isso. É sem dúvida explorar e estimar o poderoso valor que todos temos e no geral não acreditamos. Estimar e desenvolver os recursos internos, e poderosos dons que temos dentro.

 

É muito comum acreditar-se que ter auto-estima resulta apenas de se gostar de se olhar ao espelho, da aceitação do corpo físico e/ou da vida que se tem. Mas pensando de forma mais profunda, pode-se concluir que Auto-Estima, é a nossa estima a um nível profundo do Ser, muito mais do que apenas uma mera boa relação com o físico, de gostar de se olhar ao espelho, e de se cuidar.

 

Auto estima é acreditar que depois de um drama na vida podemos renascer das cinzas como a Fenix, surgindo um Ser mais completo, sábio e alinhado com uma energia superior.

Autoestima é SABER que você é valioso.

 

A Auto-Estima é a nossa predisposição para acreditar que temos um poder incrível dentro de nós, e que esse sim representa o nosso real e grandioso valor. A auto-estima é o que nos permite acreditar e buscar que dentro de nós recursos inesgotáveis. E é o que nos faz acreditar que conseguimos superar tudo na vida, recorrendo à nossa capacidade de confiar na vida e confiar numa energia superior. Acreditar no que não conhecemos de nós e que no nosso interior podem ser encontradas as mais poderosas ferramentas de orientação, e superação, essenciais para a nossa auto-realização em todas as áreas de vida.

 

E é de tudo isto que resulta a felicidade, a nossa habilidade de ir buscar dentro habilidades que nos permitam ter uma excelente relação com os desafios, usando-os como oportunidades de adquirir um mais elevado grau de consciência.

 

A Auto-estima é o empenho que a pessoa tem em se desvendar, cuidar e potenciar nas suas mais variadas dimensões:

 

  • Mente – Poder da mente como ferramenta poderosa de impulsionar em grandes voos ou auto sabotagem;

  • Corpo – Alimentação consciênte e exercício (consciência do corpo);

  • Emoções – Libertar bloqueios do passado para melhor se relacionar consigo, com os outros e com dimensões superiores do Ser;

  • Energia – Motivação, entusiasmo, alegria de viver e espiritualidade;

     

A Auto-estima é a predisposição da pessoa para acreditar nestas suas várias vertentes e tirar o máximo partido delas, desenvolvendo-as cada vez mais consciência e habilidades para colocar estes recursos ao serviço da pessoa e em prole de um sentido maior na vida.

 

A Auto-estima é a nossa abertura para usar as nossas vivências existenciais para nos aperfeiçoarmos. Acreditar que o facto de estarmos abertos às experiências da vida, sejam elas quais forem, podemos aceder a partes de nós que desconhecemos que podem revelar-se fantásticos potenciais. Ter abertura para entender o sentido da vida e saber encará-la com sabedoria.

A verdadeira Auto-Estima resulta da consciência das aptidões pessoais inerentes a qualquer “Ser Humano” e da crença que uso dessas aptidões da forma correcta são a origem de todo o sucesso e felicidade.

 

1. A Auto-Eficiência – noção da eficiência pessoal, confiança nas aptidões mentais como uma fonte de gestão e resolução de conflitos, sejam eles internos (emocionais, existenciais, espirituais, filosóficos, culturais) ou externos (materiais, relacionais, profissionais).

 

2. Auto-Respeito – Ter a consciência dos verdadeiros valores internos e ter a consciência e a certeza que deles nasce uma atitude positiva perante a vida e a crença do merecimento à felicidade, ao conforto, à satisfação das necessidades, ao sentimento de alegria como um direito natural. Respeitar-se a si mesmo e dando assim aos outros o exemplo de como gostamos de ser tratados.

 

3. Auto-Valorização – consciência profunda da existência dos nossos imensos e variados recursos internos e confiar neles como fortes potenciais.

 

4. Auto-Responsabilização – resulta da consciência que adquirimos que a nossa vida é o que nós fazemos dela, independentemente dos factores externos que nos possam condicionar de alguma forma.

 

5. Auto-conhecimento – processo de analise e auto-observação das nossas necessidades (internas e externas) e bloqueios emocionais é possível libertarmo-nos e permitirmo-nos a um livre fluir da nossa vida.

 

6. Auto-observação – Ter atenção e entender os padrões de pensamentos, de sentimentos e atitudes da pessoa é um processo chave para o entendimento das crenças negativas, bloqueios e medos.

 

Uma pessoa com alta auto-estima é aquela que está consciente destas suas qualidades profundas, e quando está em desafio vai buscar respostas dentro e a coloca em prática. E confia que a sua sabedoria pode ser conquistada a cada dia, e ser colocada ao serviço da sua realização seja ela emocional, profissional, relacional etc. A questão sobre “auto-estima, o que é?” é uma questão delicada, no entanto a sua resposta pode ser o segredo para uma vida cada vez mais equilibrada, feliz e cheia de realizações.

Professor Felipe de Souza

10 passos para melhorar a Autoestima

A Autoestima como uma fonte de amor, sucesso, realizações e prosperidade.

A Autoestima é um aliado poderosíssimo que nos pode permitir as maiores conquistas da nossa vida, acreditar no nosso potencial é meio caminho andado para abrirmos portas e mais portas na realização de sonhos que inicialmente pareciam tão distantes e impossíveis de atingir.

 

Embora muitos de nós não tenhamos noção que somos os nossos maiores inimigos, há sempre uma oportunidade de nos abrirmos ao entendimento do grandioso “Ser” que somos e iniciar um processo evolutivo transformador. Aprenda aqui o que é a Auto-Estima e em 10 passos melhorar a sua visão de si e a sua valorização pessoal.

 

1. Transforme as lamentações em decisões. Deixe de ser uma pessoa passiva, inerte e assuma de si para si a responsabilidade de que a mudança da sua vida está nas suas mãos.

 

2. Trace objectivos alcançáveis e possíveis, mesmo que precise de etapas para a sua conquista, permita-se acreditar e decida com passinhos de bebé pequenas etapas e estratégias que lhe permitam aos pouco se ir aproximando do objectivo máximo. Não se esqueça que metas inatingível apenas servem para promover a frustração e para baixar a sua Auto-Estima.

 

3. Trabalhe o seu Auto-Conhecimento, questione-se sobre os seus valores e pergunte-se se os valores em que acredita lhe estão a dar soluções positivas na sua vida. Se não, por mais bonitos que sejam os valores se apenas servem para nos derrubar, questione-os. Analise o que realmente é essencial e importante na sua vida. Isto irá ajudá-lo a tomar algumas decisões e a mudar algumas atitudes.

 

4. Assuma perante si as suas limitações e aceite-as com amor, a culpabilização e depreciação baixa a Auto-Estima. Não significa com isto que se vá tornar uma pessoa acomodada, antes pelo contrário, assumir limitações e virtudes é a única forma de podermos depois trabalhar-nos no que é possível melhorar. O que ainda não é possível melhorar, paciência, um passinho de cada vez. Não desperdice tempo e esforços a mandar-se a baixo e a depreciar-se, essa energia pode ser aproveitada para novas conquistas. Não exagere na perfeição também dê-se a oportunidade de fazer o que pode sem se culpar e sem se Auto-punir.

5. Dedique-se a alguma actividade que goste mesmo muito e onde ache que é bom. Ser bom em algo que aumenta a sua confiança e é divertido.

6. A Beleza por si só não traz felicidade. A Alegria e confiança trazem atractividade. Saiba como tirar o máximo partido dos seus pontos fortes, apreciá-los e evidência-los.

 

7. Aprenda a aceitar e a lidar com os seus desafios da vida (problemas). Questões por resolver podem minar sua confiança. Decida o que precisa ser feito, fazê-lo e seguir em frente, ter força para resolver as suas questões amplifica a sua Auto-Estima.

 

8. Nunca, jamais se critique a si mesmo. Quando queremos vender um produto não vamos fazer má publicidade dele porque ninguém o vai querer, em termos vivenciais é igual se nos depreciamos constantemente perante os outros eles irão aprender a fazer o mesmo connosco porque é assim que os estamos a ensinar. Substitua palavras negativas com positivas ou neutras.

 

9. A qualidade de seus relacionamentos tem um profundo efeito sobre sua Autoestima. Evite pessoas que tenham pena de si, ou que se queixam muito. Encontrar novos companheiros optimistas que estão desfrutando a vida como a sua atitude vai passar para você. Também, se estamos sempre a falar de coisas negativas e de problemas acabamos por afastar os outros de nossa vida. Irradie positividade, seja um sol e ilumine as pessoas à sua volta, tatue o coração dos outros com boas atitudes e será assim que eles o recordarão.

 

10. Sorria e seja uma pessoa delicada, a sua expressão facial e postura corporal afectam suas emoções e podem mudar o dia de outras pessoas. As pessoas sorridentes são sempre lembradas com um sorriso.

 

Aprenda aos poucos como pode passar um bom sentimento positivo aos que o rodeiam. Este documento “Auto-Estima, 10 passos para melhorar” pode ser o primeiro passo para uma mudança radical em sua vida. Cuide de si como se fosse o seu melhor amigo e seja você mesmo a mudança que gostaria de ver nos outros, dê o exemplo e outros o seguirão. Aprenda aos poucos como desenvolver a sua Auto-Valorização e assim aumentar a sua Auto-Estima.

Professor Felipe de Souza

11 estratégias para ensinar autoestima ao seu filho

Quando as crianças se sentem bem consigo mesmas, estão dispostas a correr mais riscos, tanto na vida escolar quanto socialmente. Isso lhes permite ser mais livres, ter mais amigos e se amar mais.

Os pais precisam compreender que são peças fundamentais na construção da autoestima infantil.

Cultivar a autoestima de uma criança é uma responsabilidade considerável. A autoestima estabelece as bases para o seu futuro, na medida em que o incentiva experimentar e conhecer coisas novas.

“Um homem só conhece a sua força quando se encontra com um obstáculo”.

 

 

A autoestima: a arte de amar a si mesmo

 

Segundo a terapeuta familiar Jane Nelsen, autoestima significa ter um sentido de pertencimento e acreditar que somos capazes.

“Como qualquer pai sabe, a autoestima é uma experiência fugaz”, disse Nelsen.

“Às vezes, nos sentimos bem a respeito de nós mesmos, outras não. O que estamos realmente tentando ensinar aos nossos filhos são habilidades para enfrentar a vida, como a capacidade de resiliência.

“O seu objetivo como pai é desenvolver no seu filho o orgulho e o respeito por si mesmo, assim como a fé e a capacidade de enfrentar os desafios da vida.”

 

 

Estratégias para que as crianças aprendam a amar a si mesmas

 

Ajudar a aumentar a autoestima do seu filho é uma tarefa diária. A criança aprende pelo exemplo, então para ensinar seu filho a se amar, você precisa ter uma autoestima elevada.

“Educar uma criança não é ensinar-lhe o que ela não sabia, mas fazer dela alguém que não existia”.

 

1- Amem incondicionalmente

A autoestima de uma criança floresce quando seus pais a amam verdadeiramente.

A criança precisa perceber que os seus pais a amam incondicionalmente; a aceitam como ela realmente é, independentemente das suas qualidades, defeitos, dificuldades, temperamento ou habilidades.

 

2- Sejam atenciosos

Tire um tempo para dar ao seu filho toda atenção que ele precisa. Agindo dessa forma estará mandando uma mensagem para a sua autoestima: ele é muito valioso e importante para você.

Mas não é uma questão de quantidade e sim de qualidade. Pare um momento o que está fazendo para atender seu filho: pergunte com interesse pelas suas coisas, converse com ele e responda às suas perguntas.

3- Ensinem limites

É muito importante para a autoestima do seu filho a definição de regras razoáveis e consistentes. Se uma regra for quebrada existem consequências.

As crianças se sentem mais seguras quando existem regras, quando as conhecem e entendem. Isto as ajuda a viver de acordo com as expectativas; sabem o que podem e o que não devem fazer.

O importante é que não existam muitas regras, mas que sejam coerentes e tenham uma finalidade.

4- Apoiem-nos para que assumam riscos

Incentive seu filho a experimentar coisas novas, como comer um alimento diferente, fazer novos amigos ou praticar desportos.

Dê preferência a atividades que promovam a cooperação ao invés de competição.

É claro que sempre existe a possibilidade de fracasso, mas sem correr riscos, há poucas chances de sucesso. Fique ao seu lado, ajude-o a se levantar e entender que aprendemos com os erros e que na próxima vez faremos melhor.

5- Deixem que cometam erros

Assumir riscos implica a possibilidade de cometer erros. Os erros nos fazem pensar, buscar soluções e enfrentar o desafio de melhorar a nós mesmos. Essas são lições valiosas para a construção da autoestima do seu filho.

Deixe que ele tome as suas próprias decisões. Se no início não se sair bem, tentará de novo até conseguir e isso o fará sentir-se bem consigo mesmo. Essa satisfação será um ponto de apoio para a próxima vez que enfrentar um desafio.

6- Comemorem os sucessos e os pontos positivos

Todo mundo responde bem aos estímulos positivos. Reconheça as coisas boas que seu filho faz todos os dias e o elogie.

Seja específico; isto aumentará a sua sensação de sucesso, realização e autoestima.

 

7- Escutem o que eles têm a dizer

Se o seu filho precisa falar com você, pare e ouça o que ele tem a dizer. Ele precisa saber que seus pensamentos, sentimentos, desejos e opiniões são importantes.

 

8- Ajudem-nos a se sentirem confortáveis com as suas emoções

Ajude seu filho entender o que acontece com ele, como lidar com as suas emoções e sentir-se bem com ele mesmo. Para ele é muito importante rotular as emoções.

Aceite seus sentimentos e emoções sem julgamentos e demonstre que você valoriza o que ele tem a dizer.

 

9- Não façam comparações

Lembre-se de que o seu filho enfrenta muitas coisas, incluindo a vergonha, a inveja e a competição.

Mesmo as comparações positivas são prejudiciais porque ele pode se sentir pressionado.

Deixe seu filho perceber que você o ama como ele é; isto o ajudará a perceber o seu próprio valor.

 

10- Ensinem respeito e compaixão

As crianças que aprendem a respeitar as coisas, as pessoas, e a ter compaixão por elas, aprendem a se valorizar.

O respeito e a compaixão estimulam a solidariedade e a formação dos valores.

 

11- Corrijam suas crenças erradas

É importante que você identifique as crenças irracionais que o seu filho possa ter sobre si mesmo. Essas crenças podem ter relação com a sua aparência, suas habilidades e capacidades.

Ajude-o a enfrentar as frustrações  e reforce a sua perseverança. Ensine-o a ser mais realista e estabelecer critérios claros e objetivos.

Como controlar os acessos de raiva

A raiva em si já pode ser muito destrutiva, mas o pior é que quando estamos dominados por ela agimos impulsivamente, falamos o que não devíamos, magoamos as pessoas que amamos, envolvemo-nos em brigas e até destruímos coisas de valor.

 

É difícil de lidar com a frustração porque faz com que a pessoa sinta que é obrigada a "abandonar" um objectivo (por ex. deixar a o país para imigrar...). Mas ajuda-nos a crescer.

 

No entanto, a decepção é mais fácil de superar quando simboliza o reconhecimento de que algo terminou ou não deu certo. Com essa consciência é mais fácil traçar novas metas.

 

Analise em que momento exatamente a raiva te dominou e que sensação ou emoção esse comportamento te trouxe. A raiva é simplesmente uma manifestação de agressividade, uma forma de ataque e atacamos justamente por nos sentirmos ameaçados.

 

Alguma coisa fez você sentir-se ameaçado ou agredido e por isso a raiva surgiu como forma de defesa. Em geral as sensações de agressão e ameaça surgem quando:

 

  • Sentimo-nos desafiados

  • Menosprezados

  • Quando não reconhecem nosso trabalho

  • Nos sentimos usados

  • Humilhados

  • Agredidos física ou verbalmente

 

Em muitos casos a pessoa que nos ofendeu não tinha essa intenção e foi exatamente nossa interpretação errada da realidade que fez com que acreditássemos que o outro estava nos agredindo.

O Agressor

 

O agressor é uma pessoa insegura que acredita sentir-se mais estável na sua própria péle humilhando os demais.

 

Lembre-se de que essas pessoas se alimentam da sua submissão.

De onde realmente vem a sua raiva?

 

Já parou para pensar que talvez esteja descontando a sua raiva na pessoa errada? Estar stressado com o trabalho ou com problemas pessoais pode estar deixando-te muito tenso, uma bomba relógio que explode na frente dos mais incautos.

 

Outro factor significante são os conflitos internos, por exemplo: uma pessoa com baixa autoestima, frequentemente vê nas atitudes dos outros a intenção de humilhá-lo, menospreza-lo ou ainda usá-lo. Em ambos os casos ninguém tem culpa dos seus problemas, é você quem deve resolvê-los.

Professor Felipe de Souza

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