top of page

SAÚDE MENTAL

Definição de saúde mental

 

A Saúde Mental está histórica e culturalmente associada à Doença Mental. Primeiramente, pretendemos ajudá-lo(a) a repensar o que se entende por saúde e doença mental.

 

A Organização Mundial de Saúde define a saúde mental como «o estado de bem-estar no qual o indivíduo realiza as suas capacidades, pode fazer face ao stress normal da vida, trabalhar de forma produtiva e frutífera e contribuir para a comunidade em que se insere» (OMS, 2002).

 

Portanto, define a Saúde Mental não só como a ausência de doença, mas como uma situação de bem-estar físico, mental e social. Como todos somos seres distintos, com especificidades próprias, este sentimento de bem-estar nos vários domínios é necessariamente diferente, contemplando componentes individuais e subjetivas. Deste modo, o conceito de saúde não é igual para todas as pessoas, depende do indivíduo, dos contextos económicos, sociais, culturais e políticos onde se encontra inserido.

 

Verifica-se ainda uma tendência para separar a saúde mental da saúde física. Porém, elas são inseparáveis, não há saúde física sem saúde mental. Contudo, o que não se resolve na mente, o corpo pode transformar em doença. Será melhor então não deixar para depois, não atropelar os obstáculos da mente e deixá-los simplesmente para trás, porque na realidade acabamos por levar as mazelas desses atropelos.

A saúde mental é então fundamental para o bem-estar das pessoas e é indivisível da saúde em geral. Uma pessoa com boa saúde mental sente-se bem consigo e na interação com os outros. Responde positivamente aos desafios e exigências do meio e do quotidiano. Este estado permite-lhe desempenhar os seus papéis como estudar, trabalhar, relacionar-se com a família e com os amigos.

 

Sabemos que em muitos momentos da vida é difícil manter saúde mental perante determinadas dificuldades e/ou acontecimentos (ex. ruturas, perdas, conflitos, etc.), o que não nos torna necessariamente doentes mentais. Procurar ajuda dos profissionais de saúde mental nestes momentos de perturbação que nos angustia e nos causa sofrimento é o primeiro passo para nos ajudar a pensar e resolver o que se complexifica na nossa mente, para que não se reflita depois no nosso corpo, nos nossos comportamentos e relações e conseguirmos assim encontrar a harmonia necessária para sermos o mais saudáveis que conseguirmos ser!

Consultório de Psiquiatria

O que é Transtorno de personalidade? - Psiquiatra Maria Fernanda Caliani

Como agir em caso de crise de ansiedade (pânico)

Transtorno Bipolar. Como evitar uma crise?

Como tratar o T.O.C (Transtorno Obsessivo Compulsivo)?

Entenda mais sobre Esquizofrenia com a Psiquiatra Maria Fernanda Caliani

Sonolência excessiva e Insônia. Entenda mais sobre o sono

Higiene do Sono, dormir bem sem remédios. 

O que é bem estar?

O bem-estar é um conceito subjectivo que diz respeito às percepções, e avaliações, que uma pessoa efetua em relação ao seu funcionamento em áreas como os afectos ou o funcionamento psicológico e social. Assim sendo, são normalmente, distinguidas três dimensões dentro do bem-estar subjectivo: a dimensão emocional, a psicológica e a social. 

O bem-estar emocional pode ser considerado como um conjunto de sintomas que refletem a presença, ou ausência, de sentimentos positivos em relação à vida. Estes sintomas são normalmente medidos através da utilização de escalas estruturadas, que medem, ao mesmo tempo, a presença de afectos positivos e a ausência de afectos
negativos, assim como a percepção de satisfação com a vida. 

Quanto ao bem-estar psicológico este inclui seis dimensões: auto aceitação, relações positivas com os outros, crescimento pessoal, objectivos de vida, mestria ambiental e autonomia. Isto significa que uma pessoa que funcione positivamente gosta da maior parte das suas características, é autodeterminada, tem relações de calor e confiança, vê-se como alguém que está a tornar-se numa pessoa melhor, que tem uma direção na vida, capaz de moldar o ambiente de forma a satisfazer as suas necessidades. 

No que diz respeito ao bem-estar social, este corresponde, como o nome indica, à capacidade de responder aos desafios e tarefas sociais. O bem-estar social representa os critérios mais públicos pelos quais as pessoas avaliam o seu funcionamento na vida. 

 

Estas dimensões sociais são: a coerência social, a actualização social, a integração social, a aceitação social e a contribuição social. Considera-se que uma pessoa funciona de uma forma adaptativa quando esta vê a sociedade como tendo significado e com capacidade para se desenvolver. Esta vertente do bem-estar diz também respeito ao sentimento de pertença à sociedade, caracterizado pela aceitação das suas componentes e pela contribuição para o seu desenvolvimento. 

 

Em conjunto, a presença, ou ausência, destas dimensões de bem-estar são um importante indicador de saúde mental, levantando a cortina sobre os mecanismos que regem o panorama emocional, psicológico e social das pessoas. Ao mesmo tempo, a identificação e análise destas dimensões permite compreender o grau de satisfação das pessoas em relação ao seu estilo de vida, fornecendo pistas sobre possíveis alterações/reajustamentos que possam elevar os níveis de saúde mental reportados.

O que é Terapia Cognitivo-Comportamental?

A terapia cognitivo-comportamental (TCC) é uma forma de tratamento psicoterapêutico, proposta e desenvolvida pelo psiquiatra Aaron Beck, que explora a influência exercida pelas construções cognitivas (a forma como conceptualizamos a realidade) nos padrões emocionais e comportamentais de cada um de nós. 

Um dos princípios base da terapia cognitivo-comportamental é o de que não são as situações em si que determinam as emoções e comportamentos das pessoas, mas sim as suas cognições, ou interpretações a respeito das situações em questão. Assim sendo, segundo a base teórica da TCC, dependendo da maneira como interpretamos os aspectos da nossa realidade, existem diferentes reacções emocionais que poderão ser ativadas, e que, por sua vez, nos induzirão a tomar diferentes cursos de acção.

Ao longo da nossa história de vida vão-se formando estruturas de significado (designadas de esquemas) que “moldam” a forma como lidamos com a experiência do quotidiano. Por vezes, estes esquemas manifestam-se sob a forma de crenças disfuncionais em relação a nós próprios e ao mundo que nos rodeia (por exemplo: “Sou um inútil”, “Ninguém será alguma vez capaz de realmente gostar de mim”) provocando instabilidade psicológica, emocional e comportamental e contribuindo tanto para a ausência de saúde mental como para o aparecimento de psicopatologia.

A terapia cognitivo-comportamental procura a reformulação do sistema de crenças e esquemas disfuncionais do paciente, através do processo terapêutico. Para alcançar estes objetivos, utilizam-se variadas técnicas (por exemplo: diálogo socrático, exposição sistemática, reestruturação cognitiva) dependendo do caso em questão.

A terapia cognitivo-comportamental permite ao paciente obter ferramentas para distinguir entre pensamentos, sentimentos e a própria realidade. Esta distinção facilita a percepção dos processos automáticos negativos que contribuem para a manutenção do estado de psicopatologia. 

O paciente é “convidado” a analisar as suas experiências, consciencializando-se da influência dos pensamentos automáticos negativos na sua regulação emocional. De seguida, incentiva-se o desafiar destes pensamentos negativos, colocando-os em causa, e procurando explicações alternativas baseadas em factos reais e concretos.

A eficácia da terapia cognitivo comportamental encontra-se empiricamente investigada no tratamento de diversos quadros psicopatológicos, como por exemplo, no caso das perturbações da ansiedade, da personalidade ou do humor. 

O sucesso da intervenção cognitivo-comportamental tem como base o estabelecimento de uma relação terapêutica com base na confiança e empatia.
A frequência e duração das sessões terapêuticas são sempre acordadas com o paciente. De uma forma geral realizam-se num formato bissemanal, semanal ou quinzenal. 

A terapia cognitivo-comportamental representa um momento de ruptura com os comportamentos patológicos e uma oportunidade de criação de um ambiente de mudança e estabilidade em relação à regulação emocional e psicológica.

O que é Dislexia?

 

A Dislexia é uma perturbação da aprendizagem específica de origem neurodesenvolvimental. É caracterizada por uma dificuldade nos processos de descodificação da leitura e escrita, em crianças com um funcionamento intelectual normal. 

A Dislexia afeta aproximadamente 5% das crianças em idade escolar, sendo das perturbações neurodesenvolvimentais mais frequentes. A Dislexia resulta de alterações neurobiológicas na forma como cérebro processa/codifica a informação linguística e manifesta-se por alterações no domínio do processamento fonológico e noutras funções neuropsicológicas. Em face do sucessivo e marcado insucesso na aprendizagem, as crianças com esta perturbação podem ainda desenvolver um conjunto de alterações emocionais.

As crianças com Dislexia revelam significativas dificuldades na aprendizagem e desenvolvimento do mecanismo da leitura e escrita. Apresentam uma leitura pouco fluente, com diversas alterações e trocas específicas (dificuldades na leitura de palavras regulares, irregulares e pseudopalavras; défices na via fonológica e na via lexical) e dificuldades na compreensão da leitura. Na escrita surgem muitos erros ortográficos, a composição de textos é confusa em termos de organização, pouca diversidade no vocabulário utilizado, podendo apresentar uma grafia irregular.

ALGUNS SINAIS ESPECÍFICOS:


• Lentidão na aprendizagem da leitura e escrita, com dificuldades na memorização das letras e na conversão grafema-fonema.
• A fluência da leitura é significativamente abaixo do esperado para a idade.
• Presença de várias alterações e trocas aquando da leitura de palavras com diferente tipologia.
• Confusão e dificuldades na descodificação de letras ou sílabas (o-u; p-t; b-v; s-ss-ç; s-z; f-t; m-n; f-v; g-j; ch-x; x-z-j; nh-lh-ch; ão-am; ão-ou; ou-on; au-ao; ai-ia; per-pre; …).
• Escrita com muitos erros ortográficos, com trocas fonológicas e/ou lexicais.
• Dificuldades na memorização (em particular na memória verbal)
• Dificuldade na aprendizagem de novas línguas (Inglês, Francês,…).
Entre várias outras.

AVALIAÇÃO E INTERVENÇÃO:


A avaliação e intervenção na Dislexia deverá ocorrer o mais precocemente possível (idealmente durante o 1º Ciclo do Ensino Básico) e ser efetuada por profissionais especializados nesta área. Uma intervenção terapêutica atempada permite minimizar muitas das dificuldades decorrentes da Dislexia. Em algumas situações existe a necessidade da aplicação de medidas educativas especiais no contexto escolar ao abrigo do Decreto-Lei n.º 3/2008.

O que é Doença Bipolar?

A doença bipolar foi anteriormente designada psicose maníaco-depressiva. Ambos os termos traduzem uma característica fundamental na doença – a bipolaridade do humor: elevado ou mania; baixo ou depressão.

Estas alterações do humor surgem, de um modo geral, espontaneamente, sem causa aparente, o início pode ser progressivo ou súbito, com persistência do mesmo estado (isto é, depressivo ou maníaco, conforme a crise for depressiva ou maníaca) ou alternância rápida ou seja ciclos rápidos de tristeza depressiva e euforia maníaca.

O estado depressivo caracteriza-se por tristeza, em geral profunda, acentuado desânimo, desmotivação, desinteresse, apatia em relação a tudo, falta de iniciativa, ausência de prazer nas actividades que anteriormente eram gratificantes, até ao extremo de anedonia, diminuição geral do apetite, insónia, perda do desejo sexual, prejuízo nas capacidades cognitivas, como atenção, concentração e memória, pensamentos catastróficos, de ruína, sentimentos de culpa muito acentuados, que podem atingir um nível psicótico no qual a pessoa crê e está convencida da realidade do que pensa distorcidamente, como por exemplo que é culpado e não tem saída, que está muito pobre e não tem dinheiro para a subsistência, embora a realidade seja completamente diferente.

No estado maníaco a pessoa sente-se muito bem, com humor elevado, cheia de energia, com capacidades elevadas de trabalhar, produzir, criar, com soluções fáceis e imediatas para todos os problemas, com pensamento muito acelerado, cheia de ideias, passando, muitas vezes, de umas para as outras sem terminar as anteriores.

Este sentimento de estar bem, felicidade e capacidade, não se traduz na prática e objectivamente por produtividade real, aumento de eficácia, mas numa distorção da percepção da realidade interna pessoal e externa, com consequências por vezes graves para a própria pessoa. Por exemplo, por se sentir muito bem, a pessoa tem ausência de limites e juízo crítico que a podem levar a comportar-se de um modo altamente prejudicial, como por exemplo, fazer negócios, compras, consumo de álcool, actividade sexual, etc., sem atender às condições e consequências. Posteriormente, após recuperação do estado maníaco, a pessoa reconhece os factos e erros e pode sentir-se muito mal.

O estado maníaco pode atingir um nível psicótico em que, por exemplo, a grandiosidade pode levar à convicção delirante de ser o primeiro-ministro, um santo, ou até Deus, com poderes capazes de resolver ou atingir tudo o que se queira.

Existem estados depressivos ou de elevação do humor não tão graves e nesse caso falamos de ciclotimia.

Noutros casos, a elevação do humor não atinge proporções tão graves e, nessa altura, falamos de hipomania.

Por outro lado, nem sempre as manifestações da doença são tão nítidas e pode ser difícil distinguir os estados de humor por coexistirem ou terem variações muito rápidas.

A sintomatologia, quer depressiva quer maníaca, pode manifestar-se por modificações do humor em que predominem a irritabilidade, a agitação, a impulsividade, etc., que tornam difícil perceber que a pessoa está doente.

Aliás a doença geralmente só é diagnosticada quando os estados são extremos e com graves complicações para a pessoa, família e, por vezes, da ordem social.

É muito importante ressalvar que, apesar da gravidade da sintomatologia, o tratamento pode ser plenamente eficaz e com recuperação global, ficando a pessoa estável e sem qualquer resíduo.

No entanto, existem casos em que a vida é permanentemente afectada pela doença, com um resíduo de sintomas quase permanentes, mistos ou cíclicos breves, embora atenuados.

Esta doença mental é prioritariamente biológica, isto é, cerebral, em que as alterações das substâncias químicas – neurotransmissores cerebrais - estão alteradas, daí que a importância do tratamento com medicamentos seja fundamental e sempre necessária.

Os estados depressivos são sentidos pela pessoa doente como mais graves e incapacitantes, por isso procuram mais vezes o tratamento nesta fase da doença, ao contrário dos episódios maníacos.

Também se verifica que, em geral, a pessoa com doença bipolar, depois de conhecer o seu funcionamento com euforia, sociabilidade, criatividade, hiperactividade, etc., tende a sentir-se mal quando está assintomático e normotímico / equilibrado.

O tratamento da doença bipolar é indispensável e muito benéfico para o doente.

Não é fácil o doente em episódio maníaco aceder voluntariamente ao tratamento, pois sente-se bem e feliz. Nestes casos, a ajuda de familiares e envolventes é muito importante.

Mesmo após o início do tratamento, que poderá ser em regime de internamento ou ambulatório, a doença subsiste sintomática por um período variável, pelo que é necessário aguardar o efeito terapêutico.

Nos episódios depressivos a pessoa doente é muito mais colaborante e está em sintonia com o tratamento, mas infelizmente nem sempre o episódio é debelado tão rapidamente como o maníaco e a depressão pode prolongar-se por meses até regredir.

Assim, o tratamento deve incluir fundamentalmente o uso de fármacos, nas fases agudas, recaídas e recorrências e no período de manutenção ou prevenção.

O tratamento de manutenção ou prevenção é fundamental para a estabilidade da pessoa doente e impedir, se possível, a ocorrência de novos episódios ou prolongar o intervalo livre de sintomas.

Neste contexto, é prioritária a informação sobre a doença e tratamento ao próprio doente e a familiares próximos.

A aprendizagem do doente sobre a doença revela-se um passo importante para a sua estabilidade e melhor cumprimento da medicação. Deste modo, o acompanhamento do doente e a intervenção psicoterapêutica educativa e correctiva dos factores emocionais detectados é fundamental. A intervenção psicoterapêutica é, em geral, demorada no tempo e deve ser sempre associada à terapia farmacológica.

Na fase de manutenção são fundamentais os fármacos estabilizadores do humor.

Apesar de toda a intervenção possível, nunca se atinge a cura, mas é possível alcançar-se anos de estabilidade bem sucedida nesta doença crónica.

O melhor tratamento psicofarmacológico pode só ser conseguido após algumas tentativas, o que não é sinal de fracasso. Não existe uma doença bipolar, mas uma pessoa doente, com aspectos individuais particulares, o que condiciona muito os resultados.

O que é a Depressão?

A depressão é uma perturbação do humor caracterizada por um conjunto de sintomas, que incluem tristeza e/ou diminuição do interesse pela realização de tarefas, perda de apetite, alterações do sono, fadiga e perda de energia, sentimentos de desvalorização ou culpa excessiva, visão negativa e pessimista da vida, alterações da memória e concentração, dificuldade em tomar decisões e ideias suicidas.

Para o diagnóstico de depressão, podem estar presentes apenas alguns destes sintomas, porém é necessário que se verifiquem durante a maior parte do dia, durante um período de pelo menos duas semanas.

No entanto, uma depressão latente pode manifestar-se de uma maneira mascarada, como por exemplo, através de humor irritável em vez de tristeza, alterações do comportamento e aparecimento de sintomas físicos. Nestes casos, a administração de instrumentos de avaliação psicológica tem muita utilidade para o diagnóstico e compreensão do quadro clínico.

A depressão, no sentido clínico do termo, não deve ser confundida com tristeza. Todas as pessoas passam por momentos de infelicidade e tristeza, seja devido às contrariedades da vida e do dia-a-dia, seja como reacção a uma perda. A vivência de sentimentos negativos é normal e é mesmo aconselhável que este tipo de sentimentos sejam vividos e aceites nestes casos.

A diferença entre uma depressão e uma reacção de luto está no tempo, na duração e na intensidade dos sintomas. No entanto, estes dois estados podem estar relacionados. Uma complicação de um processo de luto pode levar a uma depressão, um luto pode agravar uma depressão, assim como uma depressão pode complicar a resolução do luto.

O tratamento da depressão deve conjugar o uso de psicofármacos com a psicoterapia. Deste modo, estamos não só a tratar a depressão do ponto de vista biológico, mas também a promover a resolução dos conflitos internos que podem estar na causa, prevenindo, deste modo, recaídas futuras.

Muitas vezes os familiares têm dificuldade em compreender o doente com depressão. Isto acontece, porque, frequentemente, o próprio doente não compreende verdadeiramente as causas do seu estado depressivo, uma vez que estas nem sempre são conscientes. Outras vezes, a depressão tem origem em situações não resolvidas do passado da vida do paciente, embora, no presente, possam não existir factores desencadeantes.

Apesar disto, o doente com depressão tem muita necessidade de se sentir compreendido e apoiado pelos seus familiares. Inclusivamente, os familiares devem apoiar e reforçar a necessidade do tratamento e que este seja levado até ao fim. Por vezes, o tratamento farmacológico deve ser feito preventivamente, em situações de repetição e cronicidade, assim como a psicoterapia.

O que é a Ansiedade?

A nível geral pode definir-se a ansiedade como um estado psíquico de apreensão ou medo devido à antecipação de uma situação desagradável ou mesmo perigosa, acompanhado de sintomas somáticos de tensão. O foco de perigo antecipado pode ser interno ou externo.

A ansiedade dentro de certos limites é natural e útil, uma vez que constitui um valioso recurso adaptativo e incita as pessoas a procurar e encontrar soluções positivas. Neste sentido é uma poderosa fonte de acção e evolução do próprio indivíduo.

Quando a ansiedade atinge um valor extremo e carácter sistemático torna-se patológica. Neste caso, começa a haver alterações no funcionamento saudável da pessoa nas várias vertentes da vida.

A ansiedade patológica pode ter, de um modo geral, três origens:

- A Doença Física (por exemplo, o hipertiroidismo), tratando-se neste caso duma “ansiedade secundária” que desaparece após o tratamento adequado;

- As Perturbações Ansiosas «propriamente ditas» (a ansiedade generalizada, as crises de pânico, as fobias, a perturbação obsessivo-compulsiva ou o síndrome de pós - stress traumático);
- Outras doenças mentais que não as acima referidas e que também aparecem frequentemente acompanhadas por ansiedade intensa (tais como a depressão, as psicoses e a perturbação maníaco-depressiva);

Existem vários tipos de perturbação de ansiedade:

- A Ansiedade Generalizada caracteriza-se por uma preocupação excessiva e irrealista perante situações rotineiras da vida, tais como responsabilidades no emprego, saúde dos membros da família, pequenos problemas do dia-a-dia, etc;

- As Fobias – caracterizam-se pelo medo excessivo e irracional face a um objecto ou situação (animais, alturas, espaços fechados, multidões, etc.);

- A Perturbação de Pânico – caracteriza-se pela presença de ataques de pânico repetidos (período de medo intenso ou terror, associado frequentemente a um sentimento de morte iminente, acompanhado de sintomas como falta de ar, palpitações, dor no peito, suores frios, confusão mental e/ou vómitos, que se inicia subitamente) sem causa aparente. O medo de repetir os ataques de pânico invade o espaço mental das pessoas que sofrem desta perturbação;

- A Perturbação Obsessivo-Compulsiva caracteriza-se pela presença de ideias, pensamentos, impulsos ou imagens, sentidos como intrusivos e inapropriados e que causam forte ansiedade ou mal-estar, mas que persistem e que a pessoa sente incapaz de controlar. Alguns exemplos são: necessidade de lavar as mãos repetidamente, contar os objectos, necessidade absoluta de ordenar tudo, pensamentos agressivos repetidos ou imagens sexuais recorrentes, etc.);

- O Síndrome de Pós - Stress Traumático consiste no aparecimento de um conjunto de sintomas característicos na sequência de um acontecimento stressor traumático extremo, que implica uma experiência directa ou indirecta com uma situação que envolva morte ou ameaça grave à integridade física para o indivíduo ou outros (por exemplo, violência sexual, guerra, acidente grave, etc.). Os sintomas incluem o reviver persistente do acontecimento traumático (através de imagens, pensamentos ou sonhos recorrentes), evitamento persistente de estímulos associados com o trauma e aumento da activação de forma persistente (insónia, irritabilidade, dificuldades de concentração, hipervigilância).

Não existe um factor único que explique o aparecimento de determinada perturbação de ansiedade. De um modo geral, existem factores de natureza biológica e psicológica (acontecimentos externos e conflitos internos) envolvidos no desenvolvimento da perturbação de ansiedade. 

Deste modo, o tratamento das perturbações de ansiedade deve conjugar o uso de psicofármacos com a psicoterapia, de forma a tratar a ansiedade do ponto de vista biológico, mas também a promover a resolução dos conflitos internos que podem estar na sua origem.

O que é o Pânico?

O Pânico é um dos sintomas que mais motiva ou desencadeia a procura de ajuda médica. A pessoa com crises de pânico recorre de imediato, geralmente, a um serviço de urgência.

A pessoa é avaliada face aos sintomas somáticos que apresenta, como coração a bater depressa, falta de ar, desequilíbrios, sensação de desmaio, acompanhada ou não de sensação de morte iminente ou medo que algo muito grave possa suceder.

Em geral, a avaliação clínica não revela qualquer doença física e é explicado ao paciente que não tem nada, que se trata de ansiedade ou “dos nervos”.

O paciente fica mais tranquilo no imediato, mas continua com o problema e novas crises se seguem, repetindo-se o mesmo comportamento e resultados da avaliação.

Nesta altura, o paciente recorre a consultas médicas, faz exames clínicos (que estão normais) e fica de novo aliviado, podendo ou não ser medicado com ansiolíticos. 

Face a novas crises, os exames são repetidos ou então inicia-se recurso a várias consultas médicas na expectativa de encontrar a solução ou a explicação orgânica para o que está a acontecer. Infelizmente, este trajecto nalguns casos pode demorar meses ou anos, até à obtenção do diagnóstico de Perturbação de Pânico ou outro e recorrer a consulta de especialidade de psiquiatria para avaliação e tratamento.



Afinal o que é o Pânico?

O Pânico é um ataque agudo de ansiedade, acompanhado de sentimento de morte iminente e perda total de controlo. Caracteriza-se por medo intenso e sintomas físicos associados.

O ataque de pânico é um período intenso, súbito, paroxístico, de grande medo ou mal-estar, acompanhado por sintomas somáticos ou cognitivos como, tremores, palpitações, suores, calor e frio, dificuldade em respirar, sensação de falta de ar, dor no peito, tonturas, medo de perder o controlo, medo de enlouquecer, medo de morrer.

O ataque de pânico aumenta rapidamente de intensidade e a pessoa sente-se em perigo ou medo intenso de que alguma coisa grave vai suceder.

Frequentemente a pessoa é acometida de ataque de pânico sem nenhum motivo aparente. Por vezes a pessoa entra em pânico ao enfrentar uma situação temida como falar em público, entrar num recinto fechado, conduzir numa auto-estrada ou entrar num elevador.

Na ocasião do ataque de pânico, a pessoa procura agir em conformidade, fugir, pedir socorro ou ir a um hospital.

Na maior parte dos casos, os ataques de pânico são a característica principal de uma Perturbação de Pânico. Nesta, a pessoa mantém a preocupação e medo das implicações e consequências pelo menos durante um mês e os ataques não estão associados a desencadeantes ou situação específica ou outras doenças. Na Perturbação de Pânico, em geral, os ataques são frequentes e inesperados.

Nesta perturbação, a vida da pessoa pode ficar muito afectada pela ameaça de novo ataque, pela ausência de exames que esclareçam o que se passa, pois todos são negativos, ficando a pessoa com medo de ter uma doença que ainda não foi diagnosticada e, deste modo, faz múltiplas consultas e repete exames.

É comum a pessoa viver centrada nos sintomas, no seu corpo e medo de doenças, podendo em casos extremos limitar totalmente as suas actividades diárias.

O diagnóstico precoce é muito importante para evitar as múltiplas consultas e múltiplos exames, que levam a iatrogenização e a complicações como fobias, hipocondria e depressão.

É comum a perturbação de pânico estar associada a agorafobia. Esta caracteriza-se pelo medo de estar em locais de onde sair ou fugir pode ser difícil ou onde a ajuda face a um ataque de pânico não esteja disponível. Alguns exemplos são restaurantes, autocarro, estar numa fila, auto-estrada, pontes, etc.

A pessoa também pode antecipar a necessidade de se sentir acompanhada ou próxima de ajuda.

Podem ocorrer ataques de pânico em situações específicas temidas pela pessoa – fobias. Por exemplo, a pessoa com medo fóbico de aranhas pode ter um ataque de pânico se colocada ou confrontada com aranhas.

Também podem acontecer ataques de pânico em doenças físicas, como feocromocitoma hipertiroidismo, hiperparatiroidismo, hipoglicemia, acesso epiléptico, doença pulmorar obstrutiva, asma, disfunções vestibulares e patologias cardíacas.

Substâncias estimulantes ou outras drogas que afectam o sistema nervoso central podem precipitar ataques de pânico aquando o consumo ou na abstinência.

Embora possam existir factores de ordem biológica presentes, na perturbação de pânico os factores de ordem psicológica interna ou externa são os determinantes.

O tratamento do pânico deve ser sempre instituído o mais cedo possível após o diagnóstico de que o doente sofre de perturbação de pânico.

A orientação a seguir deve resultar da avaliação do caso e discutida com o paciente.

Em geral, há a necessidade de recorrer a uso de medicação para interrupção do condicionamento do medo e a confirmação de que não há perigo real. No entanto, sabemos que por si só não é suficiente e há necessidade de intervenção psicoterapêutica, que poderá ser cognitivo-comportamental, ensino de técnicas de relaxamento, alcançando deste modo o paciente em geral o auto-controlo da situação.

O tratamento deve ser realizado pelo menos durante um ano.

Nalguns casos são detectados factores psicodinâmicos internos que são determinantes do quadro clínico ou da resistência e cronicidade da ansiedade e, deste modo, haverá que recorrer a psicoterapia de orientação psicanalítica.

A maioria das situações evolui para a remissão, no entanto, noutros casos, existe a persistência de sintomas residuais e a necessidade de manter tratamento.

O que é a Esquizofrenia?

A Esquizofrenia é uma perturbação mental grave que afeta cerca de 1% da população geral. É uma patologia mental que apresenta múltiplas causas, embora sejam de destacar as vulnerabilidades genéticas às quais se vão somar diversos fatores de stress no desencadear da doença.


Relativamente à sua apresentação clínica, podemos considerar a existência de vários tipos de sintomas: positivos, negativos, afetivos e cognitivos.

Dentro dos sintomas positivos há a destacar a presença de delírios e alucinações. Os primeiros consistem em perturbações do pensamento sob a forma de falsas crenças que são irredutíveis e inabaláveis perante a argumentação lógica e que não são melhor explicadas por fatores culturais. Os delírios podem assumir várias temáticas diferentes como são os casos de perseguição, grandiosidade, prejuízo ou místico. As alucinações consistem em perturbações da perceção, ou seja, o doente perceciona um objeto na ausência do mesmo. No âmbito da esquizofrenia, as alucinações mais frequentes e típicas da doença são as auditivas em que várias vozes dialogam entre si, na terceira pessoa e podem fazer comentários depreciativos sobre o comportamento e a conduta do doente.

Em relação aos sintomas negativos, há a referir o isolamento, a apatia e o embotamento afetivo. São estes sintomas que retiram capacidades aos doentes. Nos sintomas cognitivos, temos as dificuldades de atenção, concentração, memória e funções executivas. Por último, nos sintomas afetivos podemos encontrar sintomas da linha depressiva ou ansiosa.

Por outro lado, um fator importante para o diagnóstico da esquizofrenia é a diminuição global do funcionamento psicossocial, isto é, uma deterioração nas esferas cognitiva, afetiva, social e ocupacional.

Muitas vezes, o início da doença pode ser insidioso, constituindo aquilo que poderíamos chamar de fase prodrómica da doença caracterizada por isolamento e desorganização comportamental.
O diagnóstico precoce da esquizofrenia é muito importante. Quanto mais cedo for efetuado o diagnóstico, mais favorável será o prognóstico, ou seja, menor será a deterioração que atinge o doente.

Trata-se de uma doença que apresenta várias possibilidades de tratamento, sendo que a maioria dos doentes que aceitam tratar-se podem levar uma vida praticamente sem limitações.

O tratamento é constituído por duas etapas fundamentais: a primeira consiste em reverter o surto psicótico e a segunda em fazer o tratamento de manutenção.
Atualmente considera-se que o tratamento mais adequado para esta doença passa por medicação antipsicótica, psicoterapias e socioterapias. É a chamada terapêutica tripla.

O que é a Perturbação Obsessivo-Compulsiva?

Muitas pessoas experimentam alguma vez na vida um pensamento de tipo obsessivo ou comportamento compulsivo, mas, no caso da Perturbação obsessivo-compulsiva estes são intensos, persistentes, desagradáveis e interferem com as actividades diárias da pessoa.

O que a caracteriza são as obsessões e as compulsões.

Obsessões são ideias, pensamentos, impulsos que a pessoa não quer ter, mas não controla e causam ansiedade significativa. Por exemplo, a ideia de ficar contaminado por tocar num objecto ou superfície, a dúvida persistente se fechou ou não uma porta, se a roupa está bem lavada, se as mãos estão limpas após as ter lavado, a necessidade de contar objectos ou realizar tarefas segundo uma determinada ordem ou impulsos, como por exemplo, magoar, ferir alguém, de utilizar facas ou outros objectos perigosos com pessoas próximas, entre muitos outros exemplos.

As compulsões são comportamentos, acções, pensamentos, em resposta ao mal-estar causado pelas obsessões. Por exemplo, o pensamento obsessivo repetido de que as mãos estão sujas, surge a compulsão de lavar as mãos até aliviar o mal-estar. Isso pode acontecer várias dezenas de vezes por dia.

São também exemplos as verificações repetidas se os objectos estão arrumados por determinada ordem ou tomar banho por sequências ou partes, tocar várias vezes numa superfície, rezar ou usar palavras para anular outras ideias. Todos estes rituais servem para aliviar os pensamentos obsessivos.

A pessoa é invadida pela ideia ou pensamento obsessivo e fica com tanto mal-estar que se vê impulsionada para executar ou pensar algo que a alivie.

Pode ficar totalmente dominada pelas obsessões e compulsões repetindo-se incessantemente.

Em geral, as pessoas que sofrem de perturbação obsessivo-compulsiva reconhecem a irracionalidade da situação, mas escondem-se, defendem-se da crítica ou observação dos outros ou organizam e escolhem as actividades diárias em função das obsessões, mascarando o problema, apesar do sofrimento associado em que se encontram.

Outro aspecto comum é que a pessoa pode ter comportamentos de evitamento, como não tocar em superfícies que pensa estarem contaminadas, guardar e não usar a roupa que pensa estar contaminada, deitar objectos ao lixo para se libertar de uma obsessão, evitar a proximidade de pessoas, comida, se forem alvo de uma ideia obsessiva.

A grande dificuldade está em conseguir resistir à compulsão, pois ao evitá-la, o mal-estar aumenta e a pessoa, de um modo geral, cede.

Esta perturbação pode afectar significativamente a vida da pessoa, seja na área pessoal, laboral, doméstica, social ou, até, passar a ocupar o centro das preocupações da pessoa.

É muito importante compreender que são pensamentos e actos involuntários, que a pessoa não deseja ter, e que causam grande angústia. Por este motivo, é frequente a associação desta perturbação com a depressão.

A idade de aparecimento é, em geral, a adolescência e início da idade adulta, mas pode também ocorrer na infância.

As crianças normalmente não têm crítica relativamente à doença e podem não sentir os pensamentos ou actos como irracionais.

O aparecimento tardio de sintomas obsessivo-compulsivos deve ser confrontado com forte suspeita de doença neurológica.

Também na criança pode surgir a associação da perturbação obsessivo-compulsiva com infecção estreptocócica e o desenvolvimento de doença auto-imune.

Em geral, a evolução é crónica ou com flutuações de intensidade dos sintomas, piorando nas situações de maior stress associado.

O tratamento é fundamental e o primeiro passo é a compreensão da doença e dos mecanismos cognitivos e comportamentais intrínsecos.

Posteriormente, é necessário o uso de medicação, nomeadamente, inibidores selectivos da recaptação da serotonina.

A psicoterapia também pode ser muito útil, quer no alívio dos sintomas comportamentais, quer na intervenção ao nível dos factores psicológicos internos que podem estar envolvidos no desenvolvimento da doença.

Quando predominam e se identificam os factores psicológicos e a intervenção é precoce, o tratamento tem maior sucesso.

O que é a Psicanálise?

A Psicanálise terá tido o seu início em 1900 com a publicação da obra “A Interpretação dos Sonhos” por Sigmund Freud. O fundador da Psicanálise definiu-a como uma teoria geral do funcionamento mental, um método de investigação e como uma técnica psicoterapêutica.

De grosso modo, são consideradas pedras essenciais da sua prática, a interpretação de sonhos e da transferência (conjunto de sentimentos, afetos e emoções que o paciente transfere para o analista e que outrora eram dirigidos aos seus cuidadores da infância), bem como a neutralidade técnica, a qual não deve ser confundida com neutralidade emocional ou ausência de empatia.

A Psicanálise Contemporânea é, fundamentalmente, uma Psicanálise Relacional que se baseia, em grande medida, no estabelecimento de uma aliança terapêutica muito forte, empática e intersubjetiva. Por isso, para a Psicanálise, não existem dois pacientes iguais, mesmo que o diagnóstico psicopatológico e psiquiátricos sejam os mesmos. Bem pelo contrário, a Psicanálise trata os sintomas e consequente sofrimento mental de forma indireta, ou seja, através duma tentativa de reorganização das estruturas de Personalidade onde residem os pilares ou alicerces dos referidos sintomas.

Embora seja dirigida ao passado do paciente (infância e adolescência), o objetivo é catapultar o paciente para um futuro com maior liberdade, autonomia e autodeterminação. Procura-se, dessa forma, tentar encontrar o verdadeiro “Eu” do doente e que está encoberto pela doença. Para tal, o Amor à verdade é premissa indispensável. 

Atualmente, poucos são os casos que se apresentam com contraindicação para uma Psicanálise de divã. A pluralidade de teorias, a diversidade de metodologias e a flexibilidade no número de sessões (poderão nalguns casos serem inferiores a três vezes por semana), tornam este tratamento como capaz de se moldar ao paciente em questão. No entanto, antes da proposta para um tratamento psicanalítico, deve o paciente ser submetido a várias entrevistas, de forma a compreender as suas motivações, objetivos que se propõe atingir e expectativas sobre o tratamento. Frequentemente, os pacientes que fazem psicanálise poderão ter de fazer outro tipo de tratamentos de saúde mental, como é o caso da moderna psicofarmacologia. Nestes casos, o recurso a psicofármacos tem como objetivo facilitar o tratamento psicanalítico, para que o paciente faça o seu percurso analítico de forma mais “confortável”.

Apesar de se constituir como um tratamento de longa duração (alguns anos na maioria dos casos), justamente porque os seus objetivos são muito ambiciosos, é referido por muitos pacientes como a experiência interpessoal com maior impacto e gratificação emocional nas suas vidas.

bottom of page