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O CONTACTO COM A NATUREZA
O naturismo é um conjunto de princípios éticos e comportamentais que preconizam um modo de vida baseado no retorno à natureza como a melhor maneira de viver e defendendo a vida ao ar livre, o consumo de alimentos naturais e a prática do nudismo, entre outras atitudes.



10 benefícios que o contato com a natureza traz para a sua saúde
A respeito da relação entre ouvir sons da natureza e ter uma produtividade maior no trabalho, na verdade, isso é até uma questão de lógica, afinal nós somos parte da natureza também, então é natural que essa relação de completude se manifeste.
Ainda assim, nem todo mundo tem intimidade com os elementos da natureza e, se você é do tipo que sempre precisa de motivos fortes para mudar de hábitos, confira a seguir uma série de benefícios que um contato mais profundo com a natureza pode trazer à sua vida:

1 – Sol = vitamina D
Ontem nós falamos a respeito da importância da vitamina D para a saúde dos ossos e dos dentes. Ainda que ela esteja presente em alguns grupos de alimentos (ovos, peixes e leite, por exemplo), o Sol é uma excelente fonte dessa substância. Para você ter ideia, em cidades mais nubladas é comum que a população tenha deficiência dessa vitamina, então só por aí já dá para entender que a exposição ao Sol, nos horários de menor risco e por períodos de 15 minutos, é fundamental.
No nosso corpo, a vitamina D atua melhorando a absorção de cálcio, além de estar relacionada a melhoras de humor e a redução do risco de desenvolver câncer, doenças cardíacas, acidentes vasculares cerebrais e diabetes. Por ser capaz de provocar relaxamento dos vasos sanguíneos, ela também melhora a circulação sanguínea e diminui a pressão arterial.
2 – Mais benefícios do Sol
A luz solar não é uma ótima influência apenas no que diz sentido à produção e absorção de vitamina D; na verdade, o hormônio melatonina, que é responsável por regular o nosso relógio biológico, precisa de luz para ser produzido. Se você tem problemas para dormir cedo e acordar cedo, adivinha o que pode ser uma boa ajuda? Isso mesmo: tomar Sol.
Os benefícios do contacto com a natureza para sua saúde
Olhar árvores pela janela, ter plantas em casa ou ouvir o canto dos pássaros pode aliviar a tensão do dia a dia.
Por mais que seja difícil de acreditar devido às circunstâncias nas quais o ser humano vive hoje em dia, principalmente nas grandes cidades, a raça humana passou 99% de sua existência em contato direto com a natureza. Levando isso em conta, não é tão complicado entender que o contato com o verde das árvores, com o canto de um pássaro e com um belo pôr do sol, possa aliviar estresse, melhorar o desempenho e o humor, e amenizar e diminuir chances de desenvolvimento de doenças mentais.
Cada vez mais estudos analisam esse benefícios que a natureza proporciona, seja através de vitaminas, de calor ou da simples sensação de liberdade que o contato nos traz, o fato é que os benefícios da natureza para a saúde são muitos.
Em 1984, Robert Ulrich relatou que pacientes de um hospital na Pensilvânia, nos Estados Unidos, que estavam internados em quartos com vista para árvores, apresentavam uma melhora mais rápida, além de terem melhor humor e necessitarem de menores doses dos remédios. Enquanto isso, pacientes em quartos com janelas voltadas para uma parede de tijolos apresentavam complicações, maior tempo de internação e maior número de reclamações sobre funcionários do hospital. Quase 100 anos antes disso, em 1889, Van Gogh já relatava os benefícios que o contato com a natureza, e retratá-la em pinturas, traziam para sua saúde mental, enquanto internado, voluntariamente, para tratar seu transtorno bipolar.
Entre as vantagens que a natureza proporciona é fácil mencionar:
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A influência da natureza ajuda a recuperar o cérebro da fadiga causada por trabalho, estudo, etc., melhorando o desempenho e a satisfação;
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Quando incorporada no design de prédios, propicia calma, inspira ambientes e estimula o aprendizado e a curiosidade;
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Proporciona um ótimo espaço para atividades físicas, que melhoram o aprendizado, a memória e as funções cognitivas;
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Atividades ao ar livre podem aliviar sintomas de Alzheimer, demência, estresse e depressão;
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Contato com a natureza ajuda no desenvolvimento das crianças, encorajando a imaginação, criatividade e a interação social;
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Diminui sintomas de DDA (Distúrbio de Déficit de Atenção) em crianças, podendo diminuir, também, o uso de remédios.
Na cidade, nosso cérebro é constantemente estimulado. Trânsito, faróis, pedestres, vendedores, tudo isso "gritando" para nosso cérebro, em uma competição pela atenção. Em pouco tempo, ele já está cansado e pode começar a apresentar perda de memória. Um pequeno vislumbre de verde já causa alívio cerebral, dando uma pausa para o cérebro de toda a loucura urbana.
Estudos demonstram que, em ambientes com um mínimo de presença da natureza, não apenas o desempenho, mas o foco na tarefa a ser realizada é maior. Seja essa presença natural ou artificial, ela causa uma reação automática em nosso cérebro, reconhecendo e aceitando esse alívio. Em escritórios sem janelas, as pessoas ficam mais insatisfeitas com seu trabalho, ficam doentes com mais frequência e faltam mais, apresentando alto nível de ansiedade e tensão, caracterizando a síndrome do edifício doente, reconhecida pela Organização Mundial da Saúde. Já em lugares com algum elemento verde, os trabalhadores são mais satisfeitos com seu trabalho, mais pacientes e ficam menos doentes. E, em escolas, alunos eu têm aulas em salas com vista para a natureza têm melhores notas e mais foco.
Para crianças, brincar ao ar livre, além de estimular a imaginação e criatividade, ocasiona uma sensação de liberdade, livrando seus cérebros, momentaneamente, dos constantes estímulos da cidade. O mesmo acontece para pessoas com DDA, que, em um ambiente mais natural e aberto, sentem menos pressão e estímulos. Em pacientes com Alzheimer, lugares abertos e com diversidade de plantas, cores, cheiros e disposição, causam situações positivas. O mesmo vale para pacientes com demência e depressão, proporcionando uma distração tranquila.
Com todas esses dados, surge a questão, pode a tecnologia substituir a natureza? Um monitor transmitindo uma paisagem, tem os mesmo efeitos? E uma boa planta de plástico, pode substituir a verdadeira?
Aparentemente, em termos de efeitos no cérebro, a resposta é sim. O monitor vai proporcionar o mesmo efeito, assim como a planta de plástico, mas bem menor. O ideal é o contato direto com a natureza, seja ao ar livre ou através de uma janela, seja em campos e florestas ou em parques, praças e jardins. É melhor deixar para usar a tecnologia que imita plantas em ambientes de extremo afastamento da natureza, como submarinos e naves espaciais.
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3 – Uma questão de saúde mental
Muitas vezes nem percebemos, mas vivemos tão cheios de tarefas, preocupações e obrigações que vamos, aos poucos, dando combustível ao estresse, à depressão, à ansiedade e a tantos outros males provocados pela sobrecarga de atividades.
Quando a coisa fica mais grave, é fundamental procurar orientação médica e psicológica, e uma das maneiras de evitar que a situação se agrave demais é buscar uma forma de estar em maior contato com a natureza. Se a ideia é esvaziar a cabeça, procure um cenário natural e aproveite.


4 – Foco
Outro efeito colateral do excesso de tecnologia e de informação é a dificuldade de concentração – são raras as pessoas que conseguem se sentar diante de um computador e realizar apenas uma tarefa. Se o objetivo é fazer um relatório, por exemplo, é bem possível que o navegador tenha inúmeras abas abertas, muitas sem qualquer relação com o assunto do relatório.
Um estudo realizado pela Universidade de Wisconsin revelou o que para muita gente já era óbvio: passar um tempo em contato com a natureza, de preferência sem interferências tecnológicas, é uma ótima forma de deixar os problemas e o estresse de todo dia em segundo plano. Dessa forma, ficamos mais focados e conseguimos realizar nossas tarefas de um modo melhor.

5 – Seu cérebro agradece
Por mais que nosso órgão pensante seja capaz de tarefas que nem mesmo a Ciência conseguiu desvendar ainda, isso não significa que damos conta de tudo. Na verdade, o cérebro também precisa de descanso.
Só para você ter ideia, ele necessita de 20% de toda a energia que o corpo humano produz – esse valor aumenta em até 10% quando precisamos nos focar em algum tipo de desafio mental. O fato é que mesmo quando estamos descansados, o cérebro continua trabalhando – ainda bem!
Quando as pessoas estão com suas mentes vagando, o que acontece muito mais facilmente com quem está em contato com a natureza, o cérebro entra em um estado conhecido como “rede neural em modo padrão”, que é um complexo sistema de comunicação coordenada entre todas as partes dele.
Essa atividade é fundamental durante o processo de desenvolvimento ou compreensão do comportamento humano, o que nos ajuda a entender melhor nossa própria identidade.

6 – O problema ainda é stress?
Um estudo holandês revelou que passar tempo na natureza e realizar tarefas relacionadasa ela, como cuidar de um jardim ou de uma horta, é um melhor combatente do stress do que atividades de lazer. Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores observaram as respostas de dois grupos de voluntários, que realizaram atividades stressantes e, em seguida, tiveram um tempo de descanso.
Um grupo de pessoas foi instruído a ficar em um ambiente fechado, lendo, enquanto outro deveria realizar atividades de jardinagem durante 30 minutos. Os jardineiros não apenas relataram um estado de humor melhor do que os leitores como tiveram registros de queda de produção do cortisol, substância conhecida como “hormônio do stress”.

7 – A relação entre ar fresco e boa pressão arterial
Em ambientes fechados ou com muita poluição, o corpo precisa trabalhar mais para suprir as suas necessidades de oxigenação. Trabalhar mais significa aumentar o número de batimentos cardíacos e da pressão arterial, o que não será recomendável.

8 – O poder da respiração
Respirar é um exercício básico e involuntário que, graças aos inúmeros novos estudos a respeito, parece ser também um jeito fácil de resolver algumas questões de saúde física e mental – se você tem dificuldades para dormir, neste texto nós ensinamos uma técnica de respiração que promete ser bastante útil nesse sentido.
A verdade é que, ao que tudo indica, exercícios de respiração também diminuem a produção de hormônios que estão relacionados com o estresse e, de quebra, ajudam você a lidar melhor com situações estressantes no futuro. Nesse sentido, vale saber que uma respiração acelerada é um prato cheio para que seu corpo fique em estado de alerta e, consequentemente, estressado. Por outro lado, respirações lentas e profundas são capazes de deixar você mais calmo rapidinho.

9 – A oxigenação do seu corpo e o seu bem-estar
A serotonina é um neurotransmissor conhecido por afetar nosso humor, apetite, memória, comportamento social e outros processos importantes. Quanto melhor for a oxigenação no seu cérebro, maiores serão os níveis de serotonina. O ideal, é claro, não é ter a substância em excesso, pois isso pode provocar tensão e irritabilidade. Agora, se a serotonina está em baixa, você fica deprimido.
Respirar ar fresco ajuda a regular os níveis de serotonina e, consequentemente, promover sensações de felicidade e bem-estar. Além do mais, o ar “puro”, encontrado em ambientes naturais tem um efeito ainda mais relaxante em nosso corpo. O ar de ambientes não poluídos, como uma cachoeira em um lugar afastado, aumenta a amplitude das ondas cerebrais, o que cria um efeito tranquilizante imediato.

10 – Mexer na terra é ótimo
Quando você pensar em natureza, não se foque apenas em ar não poluído, árvores, passarinhos e cachoeiras. A terra também é uma fonte de energia e alegria, e isso já é cientificamente comprovado: uma pesquisa feita pela Universidade do Colorado revelou que uma bactéria inofensiva, encontrada no solo, pode agir como uma espécie de antidepressivo natural.
Isso acontece porque a tal microrganismo nos faz produzir mais serotonina, aquele mesmo neurotransmissor sobre o qual falamos no item anterior. A mesma bactéria parece também fazer bem ao nosso sistema imunológico. É claro que, em regiões muito poluídas, a dica de mexer na terra não vale, mas criar uma pequena horta em casa, por exemplo, é sempre uma boa ideia.
